quarta-feira, 8 de abril de 2009
Eu não evangelizo
Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.
Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.
Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.
Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.
Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.
Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.
Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.
Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.
Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.
Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.
Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.
Marco Finito, no blog Lion of Zion.
Eu vi no PAVABLOG. Nem preciso recomendar...
DE QUATRO PRO DIABO!
Hoje, dia 5 de abril de 2009, pregando na televisão aqui em Brasília, mensagem que estará disponível na Vem e Vê TV, eu disse que o Império das Trevas quer botar todos de quatro...
E mais: disse que todos estão..., exceto quem já passou, pela fé e pela consciência, do Império das Trevas para o Reino do Filho do amor de Deus.
Então alguém me escreveu logo depois dizendo que o termo era chulo.
E me perguntou: “Você não acha o termo chulo?”
Respondi:
“Claro que é. Mas você entendeu?”
De fato parece que dizer “se prostrado me adorares” [convite do diabo a Jesus e fato/proposta dele para todos os homens desde o início] não diz mais nada.
Virou um termo de presépio...
Já não comunica.
Se tornou um repertorio da inconsciência...
E, por isto, não deixa mais as pessoas verem como ESTÃO DE QUATRO PRO DIABO LEVANDO UM TARUGO NO TRASEIRO e pensando que isto seja calamidade da existência cega.
Mas o crente de termos sagrados fica chocado!
É pra ficar mesmo, não com o termo, mas com a POSIÇÃO EXISTENCIAL na qual quase todos se colocam.
O MUNDO VIVE DE QUATRO!...
Assim, o diabo carca o traseiro de muitos; enquanto a maioria pergunta: “Onde está Deus que não me salva?”
Ora, Deus está aí...
Querendo corações...
Mas o diabo quer é o rabo de todos...
Chocados?...
Ah, que fiquem!
Afinal, quem não está de QUATRO não sente nada...
Porém quem está, ainda que sem querer admitir..., ao ouvir o modo como eu disse..., se choca.
Mas e eu com isto?...
Ora, quem precisa entender entende; quem acha que não precisa... discute a terminologia...
Eu, no entanto, pergunto:
Quem não está de QUATRO pro diabo?
Ora, se a “igreja” está, quem mais não está?
Apenas os indivíduos que receberem o selo do Cordeiro na fronte não estão, mas o mundo inteiro está.
Diante do diabo é assim:
O cara se ajoelha e pensa que vai rezar na presença do bicho. Ele, o bicho, porém, vai logo dizendo: “Ajoelhou? Então pode baixar as calças!”
Quem pensa de outro modo do diabo já perdeu a sensibilidade e não notou...
O diabo é o pai dos vampiros...
Ele, porém, põe a estaca no traseiro de seus monstrinhos.
Ao invés de se chocar, faça o seguinte:
Arranque a estaca do diabo do seu reto existencial e curve-se apenas diante Daquele que não enraba, mas apenas coroa a vida.
Acorde!...
Caio
5 de abril de 2009
Lago Norte
Brasília
quarta-feira, 25 de março de 2009
Ainda estamos vivos !
Tenho alimentado este blog com textos que acho interessantes e/ou encorajadores já faz um tempo... mas é só olhar o post anterior que vocês perceberão que já faz um mês que nada novo aparece por aqui.
Na verdade esse ano tem sido muito cansativo. Tenho trabalhado por 2 ou 3 pessoas em meu emprego, e no último mês assumi parte das funções de mais uma que se ausentou, fora a mudança de casa que fizemos... realmente preciso de férias. Até o fim de semana prometo tentar atualizar o blog com muita coisa boa que tenho visto e/ou ouvido durante esse período. Até lá, temos vários links ótimos ao lado, bem como textos já postados que valem a pena serem lidos, caso você ainda não os tenha lido.
Obrigado pelas visitas !
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Deus não é gospel
Paradoxos do Nosso Tempo
Temos auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos...
Gastamos mais, mas temos menos...
Compramos mais, mas desfrutamos menos...
Temos casas maiores e famílias menores...
Temos mais conhecimento e menos poder de julgamento...
Temos mais medicina e menos saúde...
Hoje bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma excessiva, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente...
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores...
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com freqüência...
Aprendemos a ganhar a vida, mas não vivemos essa vida...
Fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores...
Limpamos o ar, mas poluímos a alma...
Escrevemos mais, mas aprendemos menos...
Planejamos mais, mas realizamos menos...
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência...
Temos maiores rendimentos, mas menos padrão moral...
Temos avanços na quantidade, mas não na qualidade...
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta..
De homens altos e caráter baixo...
De lucros expressivos mas relacionamentos rasos...
Mais lazer, mas menos diversão...
Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição...
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável e pílulas que fazem tudo: alegrar, aquietar, matar...
via Pavablog (mas eu vi no Thiago Mendanha).
Rebanho de Tolos
A obediência que liberta finca suas raízes no interior do homem, é tecida com a voz pura do obediente; pura pois não deve haver nessa voz, para que o ato de obediência seja efetivamente libertador, nenhum fonema que não seja de estrita autoria daquele que obedece.
A resposta mecânica a estímulos exteriores não é obediência e sim tolice, pois tem sua raiz não no sujeito que responde – que é nesse caso nada mais que um espelho a refletir cenas exteriores – mas geralmente em estruturas de poder, que dependem invariavelmente desses espelhos indolentes para manter no palco o seu teatro surreal.
Suprimir a autonomia do maior número possível de homens é não apenas a forma mais eficaz para estender e manter um poder como também uma maneira de obstar a salvação, originada de uma resposta autêntica e livre do homem à proposta de Deus.
O problema com a Igreja é que ela tornou-se uma estrutura de poder e com isso fez-se não uma semeadora da mensagem salvífica, mas precisamente o contrário, um sério obstáculo à divulgação dessa boa nova, uma estrutura que reclama espelhos que reflitam seus caprichos.
A tolice, me ensina Bonhoeffer, “não é um defeito de nascença [...] as pessoas são feitas tolas, isto é, deixam-se tornar tolas [...] Talvez seja mais um problema sociológico que psicológico. Ela é uma forma particular de influência das circunstâncias históricas sobre a pessoa.” Mais adiante o teólogo alemão, que sofreu barbaramente com a tolice nacional-socialista, afirma: “Qualquer demonstração exterior mais forte de poder, seja ele político ou religioso, castiga boa parte das pessoas, tornando-as tolas.”
O rebanho está inundado de ovelhas tolas que são reproduzidas em toda sorte de divisão celular, em meioses e mitoses. Na conversa com um tolo, lamenta Bonhoeffer – descrevendo com felicidade ímpar a impressão que se tem ao tentar conversar com um crente convicto – “chega-se a se sentir que não é com ele mesmo que se está tratando, mas com chavões e com palavras de ordem que tomaram conta dele. Ele está fascinado, obcecado, foi maltratado e abusado em seu próprio ser.”
Por viver no tempo e espaço em que viveu, Bonhoeffer sabia que “somente um ato de libertação poderia vencer a tolice” e que “uma libertação interior autêntica, na maioria dos casos, somente será possível depois que tiver ocorrido a libertação exterior. Até que esta aconteça, temos de desistir de todas as tentativas de persuadir o tolo.”
O desconcertante é que se queremos espalhar a boa nova o primeiro passo é tirar de cena a Igreja.
Texto de Alysson Amorim.
