quarta-feira, 8 de abril de 2009

A retórica do discurso evangélico

Os líderes evangélicos dizem que igreja não salva ninguém.
Mas não acreditam realmente que alguém que não freqüenta igreja alguma possa ser salvo.

Os líderes evangélicos dizem que Deus ama quem dá $ com alegria.
Mas não acreditam que um irmão pode estar precisando exatamente do contrário: receber

Os líderes evangélicos dizem que não existe representante de Deus na Terra.
Exceto quando se trata do dízimo, pois, ao não entregá-lo para a instituição religiosa, o crente está roubando a Deus.

Os líderes evangélicos dizem que o exame das escrituras é livre.
Mas não aceitam a exposição de opiniões e interpretações diferentes na Escola Dominical.

Os líderes evangélicos dizem que o sacerdócio é universal.
Mas não acreditam que ovelhas possam viver sem se submeter às autoridades eclesiásticas.

Os líderes evangélicos dizem que Deus odeia o pecado e ama o pecador.
Mas não acreditam que Deus possa amar aos “gentios” tanto quanto aos crentes.

Os líderes evangélicos dizem que não existe “pecadinho” e nem “pecadão”.
Mas disciplinam irmãos por causa de alguns pecados considerados mais graves e ignoram outros pecados tidos como menos graves.

Os líderes evangélicos dizem que é preciso amar ao próximo como a ti mesmo.
Mas pensam que o “próximo” se refere somente aos seus irmãos de fé e não aos que confessam outra (ou nenhuma) fé.

Os líderes evangélicos pregam que é preciso dar a outra face ao inimigo.
Mas não fazem desta maneira com grupos pró-aborto, macumbeiros, homossexuais e ateus.

Os líderes evangélicos dizem que Deus é soberano e sua vontade é o melhor.
Mas não tem temor ao aconselhar ao rebanho a exigir que Deus “olhe para eles” para poder tomar posse das benção$.

Os líderes evangélicos pregam que Jesus foi pobre, andou com pecadores, venceu o diabo no deserto e sofreu morte de cruz.
Mas te fazem acreditar que você está pobre (ou no leito da morte) porque não tem fé. Provavelmente está endemoniado e anda com pecadores.

Viver e liderar um evangelho assim é fácil, não?

Saulo Dias Luz, no blog Sal com pimentas... e eu vi no PAVA !

Eu não evangelizo

Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.

Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.

Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.

Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.

Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.

Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.

Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.

Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.

Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.

Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.

Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.

Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.

Marco Finito, no blog Lion of Zion.

Eu vi no PAVABLOG. Nem preciso recomendar...

DE QUATRO PRO DIABO!

"O homem é o cavalo do diabo, no qual ele monta!" - Martinho Lutero.

Hoje, dia 5 de abril de 2009, pregando na televisão aqui em Brasília, mensagem que estará disponível na Vem e Vê TV, eu disse que o Império das Trevas quer botar todos de quatro...

E mais: disse que todos estão..., exceto quem já passou, pela fé e pela consciência, do Império das Trevas para o Reino do Filho do amor de Deus.

Então alguém me escreveu logo depois dizendo que o termo era chulo.

E me perguntou: “Você não acha o termo chulo?”

Respondi:

“Claro que é. Mas você entendeu?”

De fato parece que dizer “se prostrado me adorares” [convite do diabo a Jesus e fato/proposta dele para todos os homens desde o início] não diz mais nada.

Virou um termo de presépio...

Já não comunica.

Se tornou um repertorio da inconsciência...

E, por isto, não deixa mais as pessoas verem como ESTÃO DE QUATRO PRO DIABO LEVANDO UM TARUGO NO TRASEIRO e pensando que isto seja calamidade da existência cega.

Mas o crente de termos sagrados fica chocado!

É pra ficar mesmo, não com o termo, mas com a POSIÇÃO EXISTENCIAL na qual quase todos se colocam.

O MUNDO VIVE DE QUATRO!...

Assim, o diabo carca o traseiro de muitos; enquanto a maioria pergunta: “Onde está Deus que não me salva?”

Ora, Deus está aí...

Querendo corações...

Mas o diabo quer é o rabo de todos...

Chocados?...

Ah, que fiquem!

Afinal, quem não está de QUATRO não sente nada...

Porém quem está, ainda que sem querer admitir..., ao ouvir o modo como eu disse..., se choca.

Mas e eu com isto?...

Ora, quem precisa entender entende; quem acha que não precisa... discute a terminologia...

Eu, no entanto, pergunto:

Quem não está de QUATRO pro diabo?

Ora, se a “igreja” está, quem mais não está?

Apenas os indivíduos que receberem o selo do Cordeiro na fronte não estão, mas o mundo inteiro está.

Diante do diabo é assim:

O cara se ajoelha e pensa que vai rezar na presença do bicho. Ele, o bicho, porém, vai logo dizendo: “Ajoelhou? Então pode baixar as calças!”

Quem pensa de outro modo do diabo já perdeu a sensibilidade e não notou...

O diabo é o pai dos vampiros...

Ele, porém, põe a estaca no traseiro de seus monstrinhos.

Ao invés de se chocar, faça o seguinte:

Arranque a estaca do diabo do seu reto existencial e curve-se apenas diante Daquele que não enraba, mas apenas coroa a vida.

Acorde!...

Caio

5 de abril de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ainda estamos vivos !

Gente boa que passa por aqui: ainda estamos vivos !

Tenho alimentado este blog com textos que acho interessantes e/ou encorajadores já faz um tempo... mas é só olhar o post anterior que vocês perceberão que já faz um mês que nada novo aparece por aqui.

Na verdade esse ano tem sido muito cansativo. Tenho trabalhado por 2 ou 3 pessoas em meu emprego, e no último mês assumi parte das funções de mais uma que se ausentou, fora a mudança de casa que fizemos... realmente preciso de férias. Até o fim de semana prometo tentar atualizar o blog com muita coisa boa que tenho visto e/ou ouvido durante esse período. Até lá, temos vários links ótimos ao lado, bem como textos já postados que valem a pena serem lidos, caso você ainda não os tenha lido.

Obrigado pelas visitas !

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Tirinhas

Deus não é gospel

Converti-me há 21 anos, em 4 de fevereiro de 1988. A conversão a Cristo promoveu uma verdadeira revolução em minha vida. Experimentei o que significa o amor de Deus. Experimentei, também, o que significa sofrer por causa dessa nova fé. Chacotas, zombarias, humilhações — tudo por causa daquele em quem comecei a crer.

No entanto, aprendi também a criar uma “carapaça” ao meu redor. Vi que talvez fosse melhor me proteger dos temidos ataques do mundo vivendo atrás de um “muro de Berlim” cultural, onde somente aquilo que fosse “religiosamente aceitável” seria admitido. O mais interessante é que esse muro era seletivo. Barrava apenas música e literatura, com exceção da literatura escolar, que era obrigatória. Enfim, aprendi a filtrar aquilo que vinha a mim de acordo com padrões pré-estabelecidos por um ethos social vigente.

Aos poucos, vi essa carapaça contrair trincados e rachaduras. Por meio do pastorado, tive contato com várias realidades no Brasil e fora dele. Em algumas, vi que pessoas que criaram uma carapaça ainda mais grossa do que a minha eram extremamente religiosas, mas que não experimentavam o frescor da graça do crucificado. Em vez disso, exalavam o bolor fétido da religiosidade morta e carcomida dos fariseus contemporâneos de Jesus. Eram capazes de recusar a audição de alguma peça musical devido à sua origem “profana”, mas também se recusavam a viver uma vida de amor cristão, preferindo substituí-la com regrinhas autoglorificantes. E isso tudo em nome de um Deus a quem conheciam só de ouvir falar.

Tive também a oportunidade de conhecer irmãos de outros países que agiam de modo diverso do meu. E vi que, mesmo na diferença cultural, aqueles eram irmãos de valor, com o coração no reino, muito mais até do que eu, com todo o meu escudo confessional.

Nessa minha queda-de-braço cultural com Deus, compreendi melhor o que Paulo quis deixar registrado em Cl 2.20-23: “Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne”.

Finalmente, vi que estava querendo ser melhor e mais santo que o Senhor. Nessa minha paranoia ególatra, fechei os olhos para a realidade de que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17), incluindo, aí, as boas dádivas culturais.

“Diga-me de verdade, diga-me porque Jesus foi crucificado / Foi por isso que papai morreu? / Foi por você? Foi por mim? / Será que assisto muita TV? / Isto é uma ponta de acusação em seus olhos?” Esses não são versos de protesto de alguma banda cristã que questiona a banalidade gospel de hoje em dia. São os versos iniciais da música “The post war dream”, do Pink Floyd. Vejo hoje, portanto, que Deus está muito além de nossas limitações culturais. Ele pode usar, caso queira, uma peça teatral, um texto de jornal, uma música para sua glória, independente da confessionalidade. Sua soberania nos mostra que Deus não é gospel. Sua graça nos permite ver a sua beleza por meio da beleza artística, seja ela evangélica ou não.

Enfim, a graça de Deus me mostra, entre outras coisas, que posso curtir boa música, independentemente do rótulo, com o Senhor.

Rodrigo de Lima Ferreira (Digão), no site da Ultimato.

Paradoxos do Nosso Tempo

Hoje temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos...
Temos auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos...
Gastamos mais, mas temos menos...
Compramos mais, mas desfrutamos menos...
Temos casas maiores e famílias menores...
Temos mais conhecimento e menos poder de julgamento...
Temos mais medicina e menos saúde...
Hoje bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma excessiva, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos facilmente...
Ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores...
Falamos demais, amamos raramente e odiamos com freqüência...
Aprendemos a ganhar a vida, mas não vivemos essa vida...
Fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores...
Limpamos o ar, mas poluímos a alma...
Escrevemos mais, mas aprendemos menos...
Planejamos mais, mas realizamos menos...
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência...
Temos maiores rendimentos, mas menos padrão moral...
Temos avanços na quantidade, mas não na qualidade...
Esses são tempos de refeições rápidas e digestão lenta..
De homens altos e caráter baixo...
De lucros expressivos mas relacionamentos rasos...
Mais lazer, mas menos diversão...
Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição...
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável e pílulas que fazem tudo: alegrar, aquietar, matar...

via Pavablog (mas eu vi no Thiago Mendanha).