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domingo, 9 de novembro de 2008

A PERFEITA IMPERFEIÇÃO DA IGREJA

Leitura: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.

Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.

“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.

Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus...o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até o ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...

E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.

Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo, e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo...temos que nos acostumar...quando é que já foi diferente?”

Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, o que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição —mesmo quando diz “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição, e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!

Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!


Caio

CULTO AO TABERNÁCULO!

Sabemos que quando este tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa eterna nos céus! — Paulo, aos Corintios (II).

Sou um ser em passagem. Habito um tabernáculo corpóreo que é herança de meus pais.

Entretanto, assim como o corpo deles [de meus pais] é terreno e corruptível, assim é também o meu.

Desse modo, estou envelhecendo; e meu corpo vai se desgastando; até que chegue o desgaste final; isso se nenhum acidente atingir o tabernáculo e encurtar seus dias de existência.

Aqui estou de passagem. Por isto é que estou no caminhar no Caminho, embora este meu caminhar seja ainda passageiro, posto que resulta de meu mover tabernacular.

Todos os dias vemos pessoas partirem para a eternidade. Entretanto, muitos de nós parecemos existir perenemente sob a ilusão da continuidade daquilo que é passageiro. Ou seja: existem no corpo como se o corpo fosse tudo o que existisse e importasse.

Ora, quem assim existe [apenas para o corpo, o tempo e o espaço] jamais terá poder e força para fazer as renuncias e as escolhas que somente acontecem se motivadas pela presença da eternidade em nós.

Sim! Não há poder para se viver o Evangelho no corpo [único lugar no qual ele deve ser vivido e pode ser vivido] sem que nosso espírito esteja impregnado pela glória da eternidade!

Desse modo [todos os dias] deixo àss coisas que somente julgam importantes os que pensam que a vida no tabernáculo terreno é a única que existe ou que importa; e, assim, abraço resolutamente os significados de meu edifício eterno, ao invés de sucumbir aos apelos do momento que têm o poder de embotar meu significado eterno.

Não adiante alguém tentar se enganar julgando que encontrará sentido para a fé em Jesus apenas na dedicação da vida as coisas deste mundo.

Não! Tal sentido não existe! Pois, o reino de Jesus tanto não é deste mundo, como também não vem com visível aparência; sendo real apenas para aqueles que têm consciência do significado das coisas que não aparecem.

Desse modo, digo:

Quem não se gloria na esperança da glória de Deus jamais se gloriará também nas próprias tribulações — conforme a recomendação de Paulo em Romanos cinco.

Assim, repito:

Sem consciência da transitoriedade de todas as coisas nenhum de nós jamais se alegrará em Deus na presente existência; a qual é cheia de tudo o que não é e não fica; servindo apenas para nos treinar para o que é e fica para sempre.

Neste mundo somente os que discernem o que não é conseguem obter entendimento a fim de privilegiarem as coisas que são.

Ora, o que é, não é muito; mas é tudo; pois, é por ser o que importa, e não por eleições feitas pela vaidade humana.

O que você privilegia? O tabernáculo que se desfaz ou o edifício que não perece?

Pense nisso a fim de que você não brigue por um camarote no Titanic enquanto ele está afundando!

Nele,

Caio

17/04/08

sábado, 25 de outubro de 2008

Porque eu Odeio Religião

Honestamente, não estou me recordando onde eu vi a referência à esse vídeo, mas whatever...

Pra mim ele faz parte desse movimento de subeversão e inconformismo que, a meu ver, levará os sinceros e honestos a abandonar parte dos templos atuais e adorarem ao Senhor na simplicidade e na comunhão uns com os outros.

Segue abaixo.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Culto Circuito

- Vai uma bolinha de neve?
- Não obrigado...
- Deixe de ser quadrangular.
- Antes quadrangular que independente de drogas...
(silêncio)
- Quer jogar epístolas?
- Prefiro jogar penteca.
- Hebreu hein... Sou milhomens rapá; isso é jogo de presbi!
- Falô varão! Aposto que curte um gospel a distância...
- Pra falar verdade, xadrez.
- Ah! Confessou! Apóstolo que teu negocio é mexer com bispos!
- E comer a dama principalmente...
- Porco calvinista!
- E você é um malafaia sem alça do carisma!
- Isso vai lhe custar kairós.
- Vai entrar com uma unção contra mim?
- Pode apostatar.
- Vai em crente então. Templo é dinheiro!
- Vou te por no episcopal!
- Você vai entrar pelo canon, só isso.
- Quero mais que você gomorra!
- Hebreu hein... Vai soltar os pastores em cima de mim agora?!
- Não sabe do que eu sou a paz...
- Vai em crente... Uma lagoinha só não faz valadão...
(silêncio)
- Fique sabendo que eu não estou jó.
- Não tenho medos nem persas de você.
- Então vai aprender a não meter o nazireu onde não foi vocacionado.
- Você não devia me salmodiar assim...
- Vou acabar metendo a mão na sua ovelha.
- Vai em crente! Ou precisa de a judas?!
- Fico púlpito com isso!
- Com o que?- você está Calvino de saber... Essa tua cara de cântico.
- E você é um perfeito palhaço de circuncisão!
- Vou te pecar lá fora...
- Pode vir... Vou arrebatar com você...
- xxiiiiuuu, o culto está começando...
- Bom culto pra você.
- Deus te abençoe.
(silêncio)

Wilson Tonioli, no blog Verticontes.