Por enquanto...
Sentindo saudade dos que não estão aqui...
Rindo das marmotas... (velhos e novos amigos)
Pensando sobre...
Admirando histórias...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A Simplicidade do Evangelho
Amor, é amor.
Sempre foi; sempre será.
Treva, é treva.
Engano, é engano.
Pecado, é pecado.
Graça, é graça.
Constante, imutável; transbordante.
Lei, é lei.
Julgo, é julgo.
Morte, é morte.
Liberdade, é liberdade.
Transformadora; fruto de misercórdia.
Aparência, é aparência.
Inveja, é inveja.
Orgulho, é orgulho.
Misericórdia, é misericórdia.
Diariamente derramada; renovando-se dia a dia.
Ingratidão, é ingratidão.
Intolerância, é intolerância.
Estupidez, é estupidez.
Amor, graça, liberdade e misericórdia geram vida.
Sem os quatro tudo vira vaidade.
E tudo é vaidade.
Sempre foi; sempre será.
Treva, é treva.
Engano, é engano.
Pecado, é pecado.
Graça, é graça.
Constante, imutável; transbordante.
Lei, é lei.
Julgo, é julgo.
Morte, é morte.
Liberdade, é liberdade.
Transformadora; fruto de misercórdia.
Aparência, é aparência.
Inveja, é inveja.
Orgulho, é orgulho.
Misericórdia, é misericórdia.
Diariamente derramada; renovando-se dia a dia.
Ingratidão, é ingratidão.
Intolerância, é intolerância.
Estupidez, é estupidez.
Amor, graça, liberdade e misericórdia geram vida.
Sem os quatro tudo vira vaidade.
E tudo é vaidade.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Estou no meu limite.
Sei que existem pessoas sérias entre os evangélicos. Estou consciente de que mais de sete mil profetas ainda não se dobraram a Baal. Não esqueço o nobre testemunho dos que me precederam na militância da fé. Mas sinceramente, não dá...
Não dá para ver o avanço de vigaristas e charlatões prometendo cura divina, prosperidade financeira, solução de problemas conjugais, em troca de ofertas. Não suporto assistir a três minutos de programa de rádio ou de televisão. Sinto náusea com a postura arrogante de falsos profetas que oscilam entre camelôs religiosos e doces professores de Bíblia.
Não dá para lidar com a falta de responsabilidade humana dos fundamentalistas que celebram desastres naturais como sinais inequívocos do pecado ou do fim do mundo. Não tenho mais estômago para ouvir professores de teologia, forjados em seminários de segunda linha, criticando livros que nunca leram ou teólogos que não conseguem citar duas obras. Tenho medo quando discursam na defesa da “reta doutrina”.
Não dá para lidar com a inveja de sacerdotes que voam como abutres à espera de que alguém tropece. O mundo evangélico está repleto de líderes que jamais conseguiriam sobreviver no mundo empresarial, mas vivem de condenar os outros. Preguiçosos e despreparados, adoram praticar tiro ao alvo. Incompetentes, carregam a marca de Caim. Os piores, mimetizam comportamentos moralistas, copiam afirmações heterodoxas e se especializam na defesa das tradições denominacionais.
Não dá para lidar com o ufanismo das falsas onipotências. Na corrida pelos primeiros lugares no Olimpo dos ungidos, sobram narcisistas. Não agüento as empreitadas mundiais, os projetos, as campanhas, que “vão mudar o mundo”. Esses falsos heróis instumentalizam o povo em nome de suas megalomanias. Usam e abusam da boa-fé de quem quer fazer alguma coisa pela humanidade. Só que os recursos doados com sacrifício acabam diluídos na máquina, sugados pela volúpia de poder e investidos em mais propaganda para alardear como são especiais.
Não dá para lidar com a repetição enfadonha de chavões. Cansam as frases prontas, os conceitos batidos e repetidos, que já não transmitem valor algum. A grande maioria dos púlpitos evangélicos é de uma mesmice estupidificante. Os hinos reciclam poesias gastas; os sermões começam e terminam com a promessa de bênção.
Já escrevi que andava cansado com o meio. Já pedi para não ser classificado como “evangélico”. Agora não sei mais o que dizer. Talvez precise continuar batendo na mesma tecla, não dá, não dá, não dá...
Soli Deo Gloria.
Mais um texto de Ricardo Gondim ao qual eu faço eco, "não dá, não dá, não dá..."
Não dá para ver o avanço de vigaristas e charlatões prometendo cura divina, prosperidade financeira, solução de problemas conjugais, em troca de ofertas. Não suporto assistir a três minutos de programa de rádio ou de televisão. Sinto náusea com a postura arrogante de falsos profetas que oscilam entre camelôs religiosos e doces professores de Bíblia.
Não dá para lidar com a falta de responsabilidade humana dos fundamentalistas que celebram desastres naturais como sinais inequívocos do pecado ou do fim do mundo. Não tenho mais estômago para ouvir professores de teologia, forjados em seminários de segunda linha, criticando livros que nunca leram ou teólogos que não conseguem citar duas obras. Tenho medo quando discursam na defesa da “reta doutrina”.
Não dá para lidar com a inveja de sacerdotes que voam como abutres à espera de que alguém tropece. O mundo evangélico está repleto de líderes que jamais conseguiriam sobreviver no mundo empresarial, mas vivem de condenar os outros. Preguiçosos e despreparados, adoram praticar tiro ao alvo. Incompetentes, carregam a marca de Caim. Os piores, mimetizam comportamentos moralistas, copiam afirmações heterodoxas e se especializam na defesa das tradições denominacionais.
Não dá para lidar com o ufanismo das falsas onipotências. Na corrida pelos primeiros lugares no Olimpo dos ungidos, sobram narcisistas. Não agüento as empreitadas mundiais, os projetos, as campanhas, que “vão mudar o mundo”. Esses falsos heróis instumentalizam o povo em nome de suas megalomanias. Usam e abusam da boa-fé de quem quer fazer alguma coisa pela humanidade. Só que os recursos doados com sacrifício acabam diluídos na máquina, sugados pela volúpia de poder e investidos em mais propaganda para alardear como são especiais.
Não dá para lidar com a repetição enfadonha de chavões. Cansam as frases prontas, os conceitos batidos e repetidos, que já não transmitem valor algum. A grande maioria dos púlpitos evangélicos é de uma mesmice estupidificante. Os hinos reciclam poesias gastas; os sermões começam e terminam com a promessa de bênção.
Já escrevi que andava cansado com o meio. Já pedi para não ser classificado como “evangélico”. Agora não sei mais o que dizer. Talvez precise continuar batendo na mesma tecla, não dá, não dá, não dá...
Soli Deo Gloria.
Mais um texto de Ricardo Gondim ao qual eu faço eco, "não dá, não dá, não dá..."
sábado, 23 de agosto de 2008
Coração de Pedra
Mais uma obra-prima daquele que já fez tantas outras na música brasileira. Confiram João Alexandre - Coração de Pedra
Ali é o lugar ideal pra quem quiser se esconder e ser
Mais um na multidão
Ali é onde os homens se abraçam mas na hora de pagar o
Preço, lavam as mãos
Ali é onde todos se encontram mas acabam se perdendo
Por achar que são invencíveis
Ali não há lugar pra tristeza, pra angústia, pra dor
Ou pra gemidos inexprimíveis
Deus não habita mais em templos feitos por mãos de
Homens
Deus não será jamais acorrentado às paredes de uma
Religião
Deus não habita mais em templos feitos por mãos de
Homens
Deus não será jamais enclausurado na escuridão de quem
Ainda tem um coração de pedra
Ali ninguém conhece a essência, tão somente a
Aparência de viver em comunhão
Ali é onde os loucos se entendem, onde os sábios se
Prendem ao valor da tradição
Um falso paraíso presente, um fanatismo distante, um
Cristianismo sem direção
Ali é onde todos proíbem, onde todos permitem, onde
São assim, nem "sim" nem "não"
Que vença, mesmo que haja desavença, todo aquele que
Repensa na crença da onipresença de deus
Sejamos coerentes, transparentes, reluzentes,
Conscientes, todos crentes que somos os filhos seus
Na rua, no trabalho, na escola, na loja, na padaria,
No posto, na rodovia, na congregação
Que haja em nós o mesmo sentimento: que deus habite em
Nosso coração!
Ali é o lugar ideal pra quem quiser se esconder e ser
Mais um na multidão
Ali é onde os homens se abraçam mas na hora de pagar o
Preço, lavam as mãos
Ali é onde todos se encontram mas acabam se perdendo
Por achar que são invencíveis
Ali não há lugar pra tristeza, pra angústia, pra dor
Ou pra gemidos inexprimíveis
Deus não habita mais em templos feitos por mãos de
Homens
Deus não será jamais acorrentado às paredes de uma
Religião
Deus não habita mais em templos feitos por mãos de
Homens
Deus não será jamais enclausurado na escuridão de quem
Ainda tem um coração de pedra
Ali ninguém conhece a essência, tão somente a
Aparência de viver em comunhão
Ali é onde os loucos se entendem, onde os sábios se
Prendem ao valor da tradição
Um falso paraíso presente, um fanatismo distante, um
Cristianismo sem direção
Ali é onde todos proíbem, onde todos permitem, onde
São assim, nem "sim" nem "não"
Que vença, mesmo que haja desavença, todo aquele que
Repensa na crença da onipresença de deus
Sejamos coerentes, transparentes, reluzentes,
Conscientes, todos crentes que somos os filhos seus
Na rua, no trabalho, na escola, na loja, na padaria,
No posto, na rodovia, na congregação
Que haja em nós o mesmo sentimento: que deus habite em
Nosso coração!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
A Obediência, o 'eu' e a Salvação.
A obediência não é um esforço-esforço, mas um esforço-confiança de que Deus tem o melhor para cada um, ainda que tudo pareça tragédia.
A questão não é a obediência cega de que o cumprimento de leis que são contra o que habita em nós nos trará a Eternidade, mas é a obediência a voz que clama no deserto que existe em cada um que nos faz reconhecer que todos tem um vazio do tamanho de Deus. Essa voz sabe o que é o melhor para cada um, nos restando apenas confiar. Só se ouvindo essa voz que pode haver a transformação do deserto em manacial.
Quem crê, obedece os mandamentos de Deus, não porque os ouviram, mas porque os tem guardado em seu coração. Não são justos os que ouvem os mandamentos, mas os que os praticam, de sorte, que até quem nunca ouviu falar de Cristo pode ser justificado. Pois são os que amam o próximo que conhecem a Deus, mas aqueles que confessaram a Cristo por toda a vida e não amaram o seu irmão, nunca viram a Deus. A estes, Ele dirá: 'Nunca os conheci.'
Os que amam a Deus e o próximo são salvos, pois Deus é Amor. Os misericordiosos alcançarão misericórdia e os perdoadores, o perdão. Quem não julga, não será julgado. A maior Salvação é aquela que ocorre em vida. Salvação de si mesmo. Salvação do próprio ego.
Porém, Deus não tem a pretensão de suprimir quem você é, pelo contrário, é sendo quem você é que se pode chegar a um nível de humanidade que em Cristo teve seu padrão estabelecido. Só sendo nós mesmos é que podemos deixar o 'eu' de lado, isto é, abandonar as máscaras, e permitir que o 'Eu-Cristo' habite dentro. Existir sem Cristo é a pior perdição. É o estado de morte. É catastrófico. É como no princípio: sem forma e vazio.
Eu não lembro de ter presenciado a imolação do Cordeiro desde a fundação do mundo (que para Deus é hoje). A minha certeza é que eu estava lá representado pelo meu Advogado e Réu-substituto. E HOJE eu sofro as consequências da sentença do justo Juiz ao meu favor, o que me traz a convicção de que fui absolvido, e assim, tenho o direito a liberdade de ser quem eu realmente sou: e o nome disso... é Salvação.
porque o meu Advogado, Réu-substituto e o justo Juiz são um só a saber: Cristo.
Texto escrito pelo mais recente companheiro de fé e internético camarada, Filipe.
A questão não é a obediência cega de que o cumprimento de leis que são contra o que habita em nós nos trará a Eternidade, mas é a obediência a voz que clama no deserto que existe em cada um que nos faz reconhecer que todos tem um vazio do tamanho de Deus. Essa voz sabe o que é o melhor para cada um, nos restando apenas confiar. Só se ouvindo essa voz que pode haver a transformação do deserto em manacial.
Quem crê, obedece os mandamentos de Deus, não porque os ouviram, mas porque os tem guardado em seu coração. Não são justos os que ouvem os mandamentos, mas os que os praticam, de sorte, que até quem nunca ouviu falar de Cristo pode ser justificado. Pois são os que amam o próximo que conhecem a Deus, mas aqueles que confessaram a Cristo por toda a vida e não amaram o seu irmão, nunca viram a Deus. A estes, Ele dirá: 'Nunca os conheci.'
Os que amam a Deus e o próximo são salvos, pois Deus é Amor. Os misericordiosos alcançarão misericórdia e os perdoadores, o perdão. Quem não julga, não será julgado. A maior Salvação é aquela que ocorre em vida. Salvação de si mesmo. Salvação do próprio ego.
Porém, Deus não tem a pretensão de suprimir quem você é, pelo contrário, é sendo quem você é que se pode chegar a um nível de humanidade que em Cristo teve seu padrão estabelecido. Só sendo nós mesmos é que podemos deixar o 'eu' de lado, isto é, abandonar as máscaras, e permitir que o 'Eu-Cristo' habite dentro. Existir sem Cristo é a pior perdição. É o estado de morte. É catastrófico. É como no princípio: sem forma e vazio.
Eu não lembro de ter presenciado a imolação do Cordeiro desde a fundação do mundo (que para Deus é hoje). A minha certeza é que eu estava lá representado pelo meu Advogado e Réu-substituto. E HOJE eu sofro as consequências da sentença do justo Juiz ao meu favor, o que me traz a convicção de que fui absolvido, e assim, tenho o direito a liberdade de ser quem eu realmente sou: e o nome disso... é Salvação.
porque o meu Advogado, Réu-substituto e o justo Juiz são um só a saber: Cristo.
Texto escrito pelo mais recente companheiro de fé e internético camarada, Filipe.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
A Igreja Local
Deus tem nos confortado em relação a certas idéias que temos tido. Parte disso tem se mostrado reflexo de uma ânsia não apenas de nossas almas, mas quase como um pedido coletivo de um comunidade culturalmente cristã mas espiritualmente pagã que temos visto. Essas idéias levam a pensamentos libertos eclesiasticamente e religiosamente, numa tentativa de alcançar o cristianismo em sua forma mais simples.
Hoje agradecemos pelo conforto de sabermos que não somos os únicos a ansiar por algo diferente.
Particulamente, não gosto dos "pacotes prontos" oriundos da américa lá de cima, mas esse confesso que me interessou. Tá, os caras gostam de definir inclusive o indefinível e "esquematizar" tudo, mas dá um desconto... caso alguém adquira o livro ou o leia, comente um pouco dele pra nós !
Segue abaixo descrição e prefácio do livro (vale a pena ler):
Hoje agradecemos pelo conforto de sabermos que não somos os únicos a ansiar por algo diferente.
Particulamente, não gosto dos "pacotes prontos" oriundos da américa lá de cima, mas esse confesso que me interessou. Tá, os caras gostam de definir inclusive o indefinível e "esquematizar" tudo, mas dá um desconto... caso alguém adquira o livro ou o leia, comente um pouco dele pra nós !
Segue abaixo descrição e prefácio do livro (vale a pena ler):
Você que estava orando por um salto de qualidade espiritual no contexto da Igreja no Brasil prepare-se! O momento chegou e a hora é agora! O Senhor está tocando líderes cristãos e mexendo com a igreja em todo o mundo e promovendo uma verdadeira REVOLUÇÃO. Essa é a percepção e palavra de alerta captada por um dos mais renomados líderes cristãos da atualidade nos Estados Unidos: Dr. George Barna, autor dos livros: “O Poder da Visão”, “Marketing na Igreja”, “Igrejas Amigáveis e Acolhedoras”, “Rã na Chaleira”, todos publicados pela Abba Press e altamente recomendados por pastores renomados de várias denominações.
Depois de vários anos de pesquisas e estudos entre a maioria das igrejas norte-americanas a fim de estudar os motivos do constante êxodo de membros das igrejas tradicionais, Barna descobriu o embrião de um grande movimento que caminha célere sem que ninguém o possa parar. Esse movimento “de dentro para fora da igreja” está dando origem a uma nova forma de igreja: “o ser Igreja”. Milhares de cristãos sinceros e dedicados, que por quase toda a vida empenharam seus esforços na construção de um modelo tradicional de igreja, agora estão debandando para outros modelos menos convencionais e mais autênticos de ser cristão e cultuar ao Senhor. As casas estão voltando a ser o reduto da Igreja, e milhares de grupos pequenos estão pipocando em todas as partes dos EUA deixando enormes templos e catedrais quase vazios. Muitas igrejas já estão recebendo propostas para se tornarem estacionamentos ou shopping centers. Mas, quais as causas desse êxodo cristão de volta às casas? O que Deus está fazendo com seu povo nesses últimos dias? E o que pode ocorrer com as igrejas no Brasil? Será que padecemos dos mesmos sintomas gerais que acometem a igreja americana? Quais seriam as semelhanças e as grandes diferenças? Essas e outras questões você estará refletindo ao ler o mais polêmico trabalho de pesquisa e análise de George Barna; livro que vem sendo proclamado como profecia para a igreja de hoje, e criticado como heresia por muitos pastores que vivem das tradições de suas igrejas e denominações. Contudo, a história é inexorável! Ninguém conseguirá deter essa REVOLUÇÃO, pois ela é promovida pelo Espírito Santo, rumo a última batalha. Nos próximos anos, os grandes conflitos nacionais, não se darão pela posse do petróleo ou de outras matrizes de energia, nem pelo poder econômico, que sempre mobilizou o coração humano, nem tão pouco pelo prestígio político mundial, o grande appeal será a defesa fanática dos grandes movimentos religiosos: a luta dos xiitas das religiões entre si em prol do domínio religioso do mundo, e a última fronteira é a Palestina.
Aproveite bastante a leitura do seu REVOLUÇÃO e tire suas próprias conclusões, não se deixe levar pelos boatos ou pela crescente polêmica envolvendo o obra e a pessoa de George Barna (leia abaixo o prefácio escrito pelo próprio George Barna sobre seu polêmico livro)
Boa Leitura!
Oswaldo Paião
Editor
Prefácio
Logo depois de formar-me na Faculdade de Boston, aceitei o posto de analista político na legislatura de Massachusetts. A experiência e os contatos obtidos mediante essa posição se transformaram na administração de campanhas para vários candidatos a cargos federais e estaduais.
Um dos aspectos mais cativantes dessas posições foi a arte de calcular o futuro e de como preparar as pessoas para o que viria. Depois de novos estudos e mais alguns anos nas trincheiras da atividade política e de marketing, minha esposa e eu abrimos o Grupo Barna de Pesquisas. Esta plataforma me permitiu trabalhar com—e aprender lições importantes com—uma lista de clientes desde fontes de influência da mídia, tais como a Disney e a ABC, até organizações tão diversas quanto a Visa e os militares, incluindo também numerosos ministérios cristãos. A pesquisa tornou-se um trampolim para analisar o futuro e as mais estratégicas reações às possibilidades emergentes.
Depois de completar uma boa pesquisa da sociedade de vários ângulos, escrevi um livro em 1990 com o título The Frog in the Kettle [Rã Na Chaleira / Abba Press]. A premissa era que poderíamos prever o que aconteceria nos Estados Unidos durante a década seguinte com razoável exatidão, capacitando os indivíduos e organizações (inclusive ministérios cristãos) a prever mudanças, ajudar a moldá-las e capitalizar com respeito à natureza em transição da nossa cultura. É gratificante recapitular o conteúdo do livro e compreender que mais de noventa por cento dos resultados previstos se concretizaram. Entretanto, as conseqüências mais gratificantes foram as declarações de muitos líderes, indicando que tal antecipação ajudara os seus ministérios a prosperarem em meio ao caos e às dificuldades.
O livro que você está lendo oferece uma descrição ainda mais significativa do produto da mudança cultural e da transformação espiritual. Ao contrário do Rã na Chaleira, este não é um livro sobre diversas tendências. Possui uma única tendência que já está redefinindo a fé e a igreja em nosso país. Trata-se de uma energia e uma atividade espirituais que estamos chamando de Revolução—uma reengenharia sem precedentes da dimensão da fé americana, a qual será provavelmente a transição mais importante que você jamais experimentará no panorama religioso. Ao ler os capítulos que se seguem, você vai compreender a razão pela qual faço tão ousada afirmativa.
Permita-me explicar a razão de ter escrito este livro. Há três resultados que espero atingir. Primeiro, quero informar as pessoas sobre as mudanças radicais que estão modificando a igreja na América. Usando a nossa pesquisa nacional como fundamento, juntamente com narrativas oferecidas por muitos revolucionários sobre a sua jornada espiritual, este livro pretende apresentar um quadro da condição atual da Revolução e para onde ela está se dirigindo.
Segundo, além de apresentar simplesmente a Revolução e seus participantes, desejo ajudar os revolucionários a compreenderem melhor a si mesmos. Muitos deles sentem-se como se fossem estranhos e a maioria luta com sentimentos conflitantes sobre a sua posição de líderes espirituais que não possuem uma pátria espiritual. Eu me sentiria muito feliz se este pequeno volume ajudasse a firmar a consciência pessoal deles, legitimar sua busca louvável de serem como Cristo, além de prover linguagem esclarecedora e recursos práticos para assisti-los em sua jornada.
Finalmente, quero encorajar os que estão lutando com sua posição no reino de Deus para considerarem este despertamento espiritual como uma alternativa viável ao que buscaram e experimentaram até agora. Algumas vezes as pessoas sabem o que elas querem e devem fazer, mas sentem-se constrangidas pelas circunstâncias ou expectativas. Espero que este livro dê a essas pessoas a permissão que precisam para alcançar o seu próximo nível de maturidade espiritual.
Quer você queira ou não, terá de posicionar-se com respeito à Revolução. Ela está prestes a tornar-se o novo e mais importante padrão do corpo de cristãos americanos em mais de um século. A sua resposta não deve basear-se no fato de sentir-se ou não confortável em relação a ela, mas sim na sua conformidade com os princípios bíblicos e sua capacidade de fazer avançar o Reino de Deus. Se você for um seguidor de Jesus Cristo, deve então entender esta Revolução de fé porque ela já está causando impacto na sua vida e vai continuar a fazer isto nos anos vindouros. Minha oração é que este livro forneça o discernimento que você necessita para abranger esta dinâmica espiritual e descobrir como está, ou deveria estar, a sua própria viagem de fé, ligada à Revolução.
Se você descobrir que é, ou quer tornar-se, um revolucionário, bem-vindo ao grupo.
Do lado prático, quero advertir que em todo o livro uso as palavras igreja (i minúsculo) e Igreja (I maiúsculo) de maneiras muito diferentes. A distinção é crítica. O i minúsculo se refere à experiência de fé baseada na congregação, que envolve uma estrutura formal, uma hierarquia de liderança e um grupo específico de crentes. O termo Igreja, por outro lado, refere-se a todos os crentes em Jesus Cristo, abrangendo a população de indivíduos a caminho do céu e unidos pela sua fé em Cristo, sem levar em conta as ligações ou envolvimentos da igreja local. Alguns chamam isto de Igreja universal, em oposição à igreja local. Como vê, a Revolução está destinada a fazer avançar a Igreja e redefinir a igreja.
Você pode sentir-se aliviado e entusiasmado com o conteúdo deste livro—ou pode reagir com ira intensa, ou mesmo reprovação. Seja o que quer que sinta, peço que leia o livro inteiro antes de julgá-lo. O livro não é longo nem teologicamente denso; é fácil de ler. Pretende, entretanto, ser um argumento coerente e imparcial.
Obrigado por dar-me a oportunidade de compartilhar parte das realidades desafiadoras e transformadoras de vida que mudaram milhões de americanos. Sinto-me honrado e humilde por admitir que sou agora contado com a multidão.
Bênçãos abundantes para você,
George Barna
Ventura, Califórnia
No Tomei a Pílula Vermelha, vemos um pouco mais do livro. O texto acima foi tirado do site da editora.
Depois de vários anos de pesquisas e estudos entre a maioria das igrejas norte-americanas a fim de estudar os motivos do constante êxodo de membros das igrejas tradicionais, Barna descobriu o embrião de um grande movimento que caminha célere sem que ninguém o possa parar. Esse movimento “de dentro para fora da igreja” está dando origem a uma nova forma de igreja: “o ser Igreja”. Milhares de cristãos sinceros e dedicados, que por quase toda a vida empenharam seus esforços na construção de um modelo tradicional de igreja, agora estão debandando para outros modelos menos convencionais e mais autênticos de ser cristão e cultuar ao Senhor. As casas estão voltando a ser o reduto da Igreja, e milhares de grupos pequenos estão pipocando em todas as partes dos EUA deixando enormes templos e catedrais quase vazios. Muitas igrejas já estão recebendo propostas para se tornarem estacionamentos ou shopping centers. Mas, quais as causas desse êxodo cristão de volta às casas? O que Deus está fazendo com seu povo nesses últimos dias? E o que pode ocorrer com as igrejas no Brasil? Será que padecemos dos mesmos sintomas gerais que acometem a igreja americana? Quais seriam as semelhanças e as grandes diferenças? Essas e outras questões você estará refletindo ao ler o mais polêmico trabalho de pesquisa e análise de George Barna; livro que vem sendo proclamado como profecia para a igreja de hoje, e criticado como heresia por muitos pastores que vivem das tradições de suas igrejas e denominações. Contudo, a história é inexorável! Ninguém conseguirá deter essa REVOLUÇÃO, pois ela é promovida pelo Espírito Santo, rumo a última batalha. Nos próximos anos, os grandes conflitos nacionais, não se darão pela posse do petróleo ou de outras matrizes de energia, nem pelo poder econômico, que sempre mobilizou o coração humano, nem tão pouco pelo prestígio político mundial, o grande appeal será a defesa fanática dos grandes movimentos religiosos: a luta dos xiitas das religiões entre si em prol do domínio religioso do mundo, e a última fronteira é a Palestina.
Aproveite bastante a leitura do seu REVOLUÇÃO e tire suas próprias conclusões, não se deixe levar pelos boatos ou pela crescente polêmica envolvendo o obra e a pessoa de George Barna (leia abaixo o prefácio escrito pelo próprio George Barna sobre seu polêmico livro)
Boa Leitura!
Oswaldo Paião
Editor
Prefácio
Logo depois de formar-me na Faculdade de Boston, aceitei o posto de analista político na legislatura de Massachusetts. A experiência e os contatos obtidos mediante essa posição se transformaram na administração de campanhas para vários candidatos a cargos federais e estaduais.
Um dos aspectos mais cativantes dessas posições foi a arte de calcular o futuro e de como preparar as pessoas para o que viria. Depois de novos estudos e mais alguns anos nas trincheiras da atividade política e de marketing, minha esposa e eu abrimos o Grupo Barna de Pesquisas. Esta plataforma me permitiu trabalhar com—e aprender lições importantes com—uma lista de clientes desde fontes de influência da mídia, tais como a Disney e a ABC, até organizações tão diversas quanto a Visa e os militares, incluindo também numerosos ministérios cristãos. A pesquisa tornou-se um trampolim para analisar o futuro e as mais estratégicas reações às possibilidades emergentes.
Depois de completar uma boa pesquisa da sociedade de vários ângulos, escrevi um livro em 1990 com o título The Frog in the Kettle [Rã Na Chaleira / Abba Press]. A premissa era que poderíamos prever o que aconteceria nos Estados Unidos durante a década seguinte com razoável exatidão, capacitando os indivíduos e organizações (inclusive ministérios cristãos) a prever mudanças, ajudar a moldá-las e capitalizar com respeito à natureza em transição da nossa cultura. É gratificante recapitular o conteúdo do livro e compreender que mais de noventa por cento dos resultados previstos se concretizaram. Entretanto, as conseqüências mais gratificantes foram as declarações de muitos líderes, indicando que tal antecipação ajudara os seus ministérios a prosperarem em meio ao caos e às dificuldades.
O livro que você está lendo oferece uma descrição ainda mais significativa do produto da mudança cultural e da transformação espiritual. Ao contrário do Rã na Chaleira, este não é um livro sobre diversas tendências. Possui uma única tendência que já está redefinindo a fé e a igreja em nosso país. Trata-se de uma energia e uma atividade espirituais que estamos chamando de Revolução—uma reengenharia sem precedentes da dimensão da fé americana, a qual será provavelmente a transição mais importante que você jamais experimentará no panorama religioso. Ao ler os capítulos que se seguem, você vai compreender a razão pela qual faço tão ousada afirmativa.
Permita-me explicar a razão de ter escrito este livro. Há três resultados que espero atingir. Primeiro, quero informar as pessoas sobre as mudanças radicais que estão modificando a igreja na América. Usando a nossa pesquisa nacional como fundamento, juntamente com narrativas oferecidas por muitos revolucionários sobre a sua jornada espiritual, este livro pretende apresentar um quadro da condição atual da Revolução e para onde ela está se dirigindo.
Segundo, além de apresentar simplesmente a Revolução e seus participantes, desejo ajudar os revolucionários a compreenderem melhor a si mesmos. Muitos deles sentem-se como se fossem estranhos e a maioria luta com sentimentos conflitantes sobre a sua posição de líderes espirituais que não possuem uma pátria espiritual. Eu me sentiria muito feliz se este pequeno volume ajudasse a firmar a consciência pessoal deles, legitimar sua busca louvável de serem como Cristo, além de prover linguagem esclarecedora e recursos práticos para assisti-los em sua jornada.
Finalmente, quero encorajar os que estão lutando com sua posição no reino de Deus para considerarem este despertamento espiritual como uma alternativa viável ao que buscaram e experimentaram até agora. Algumas vezes as pessoas sabem o que elas querem e devem fazer, mas sentem-se constrangidas pelas circunstâncias ou expectativas. Espero que este livro dê a essas pessoas a permissão que precisam para alcançar o seu próximo nível de maturidade espiritual.
Quer você queira ou não, terá de posicionar-se com respeito à Revolução. Ela está prestes a tornar-se o novo e mais importante padrão do corpo de cristãos americanos em mais de um século. A sua resposta não deve basear-se no fato de sentir-se ou não confortável em relação a ela, mas sim na sua conformidade com os princípios bíblicos e sua capacidade de fazer avançar o Reino de Deus. Se você for um seguidor de Jesus Cristo, deve então entender esta Revolução de fé porque ela já está causando impacto na sua vida e vai continuar a fazer isto nos anos vindouros. Minha oração é que este livro forneça o discernimento que você necessita para abranger esta dinâmica espiritual e descobrir como está, ou deveria estar, a sua própria viagem de fé, ligada à Revolução.
Se você descobrir que é, ou quer tornar-se, um revolucionário, bem-vindo ao grupo.
Do lado prático, quero advertir que em todo o livro uso as palavras igreja (i minúsculo) e Igreja (I maiúsculo) de maneiras muito diferentes. A distinção é crítica. O i minúsculo se refere à experiência de fé baseada na congregação, que envolve uma estrutura formal, uma hierarquia de liderança e um grupo específico de crentes. O termo Igreja, por outro lado, refere-se a todos os crentes em Jesus Cristo, abrangendo a população de indivíduos a caminho do céu e unidos pela sua fé em Cristo, sem levar em conta as ligações ou envolvimentos da igreja local. Alguns chamam isto de Igreja universal, em oposição à igreja local. Como vê, a Revolução está destinada a fazer avançar a Igreja e redefinir a igreja.
Você pode sentir-se aliviado e entusiasmado com o conteúdo deste livro—ou pode reagir com ira intensa, ou mesmo reprovação. Seja o que quer que sinta, peço que leia o livro inteiro antes de julgá-lo. O livro não é longo nem teologicamente denso; é fácil de ler. Pretende, entretanto, ser um argumento coerente e imparcial.
Obrigado por dar-me a oportunidade de compartilhar parte das realidades desafiadoras e transformadoras de vida que mudaram milhões de americanos. Sinto-me honrado e humilde por admitir que sou agora contado com a multidão.
Bênçãos abundantes para você,
George Barna
Ventura, Califórnia
No Tomei a Pílula Vermelha, vemos um pouco mais do livro. O texto acima foi tirado do site da editora.
Não entro mais em igreja !
Condicionamento relacionado à culpa é coisa muito séria e persistente.
Lembro do tempo em que deixei de ser "pastor local", passando a dedicar-me exclusivamente ao "ministério itinerante", quando, como nunca antes, senti a culpa de não ir "à igreja" no domingo cedo, na Escola Dominical.
Ora, não se tratava de um desconforto para o qual eu não tivesse uma resposta consciente e bíblica, porém, a alma condicionada, não reconhece nem mesmo as verdades da Palavra.
Assim, eu pregava a semana toda, no mínimo duas vezes por dia, mas, aos domingos de manha, eu queria descansar, já que à noite eu pregaria mesmo, de qualquer maneira.
Aí, porém, morava o problema; posto que ficasse sempre aquele sentimento de culpa, como se minha ausência do lugar fosse emocionalmente semelhante a ter se distanciado de Deus.
Prova disso está no simples fato de as pessoas se referirem à freqüência às reuniões como "ir à igreja".
Há mesmo os que dizem que "não entram numa igreja" há muitos anos; embora eles mesmos não se sintam mais longe de Deus.
"Teologicamente", todos os que estão em Deus estão na Igreja, embora, muitas vezes, não estejam em "igreja" alguma.
Entretanto, a designação da experiência com a igreja como sendo algo que caiba no movimento de ir ou não ir, já demonstra o dado psicológico de que a igreja é, para muita gente, um lugar; e, portanto, quando se associa tal realidade a Deus, não ir à igreja é, no inicio, como não ir a Deus, ou como estar fora de Deus.
Há o mandamento bíblico [Hebreus 13] no sentido de que não se deixe de congregar, como é costume de alguns.
Ora, isto é dito em Hebreus no mesmo contexto em que se denuncia a presença ritualística aos cultos, escravizando-se a alma aos padrões antigos, infantis e pagãos.
Portanto, não se diz que não ir seja um problema, mas sim se diz que o deixar de viver a vontade de encontro com os irmãos, é algo que pode dês-aquecer a alma e tirar a alegria e a exultação horizontal da pratica da fé.
Quando eu sou igreja [e assim entenda!], mesmo quando não vou aos encontros, sou; e isto jamais muda em mim.
Porém, quando a minha alma se desconecta do compromisso histórico da fé [que é sempre horizontal, e, portanto, com os irmãos], a primeira coisa que acontece é que se faz da não ida algo mais sério do que de fato seja; e, em tal caso, torna-se algo sério, não por não se ir ao ajuntamento, mas sim em razão de que não se vai por se julgar existir uma briga entre nós e Deus.
E mais:
Muitas vezes não se acha uma comunhão espiritual que justifique a saída de casa.
Ora, em tal caso não se deve ir mesmo a lugar algum aonde se vá apenas para que se cumpra um rito mágico ou um dever devocional, pois, não tem sentido ou mesmo valor algum.
Durante uns dois anos, entre 1984 e 1986, senti muito culpa quando os filhos iam aos domingos de manhã à Escola Dominical e eu ficava em casa cuidando do jardim e descansando.
Parecia que eu estava negando a fé; e, por mais eu me dissesse que não era assim, no entanto, dado aos anos de pratica pastoral, indo aos cultos pregar e ensinar todos os domingos, o sentimento se manifestava mesmo contra os meus argumentos.
Ora, é neste ponto que se percebe o quanto se está religioso.
E mais:
Sempre que tal culpa bate no coração não havendo razão para tal, é prova de nossa religiosidade.
Não devemos deixar de nos congregar; ao mesmo tempo em que congregar-se jamais deve ser algo movido pela culpa ou pela irrazoabilidade das neuroses religiosas.
Tudo isso descrito acima é parte de um texto escrito pelo Caio Fábio , e tivemos a liberdade de não colocar o final do texto. Posteriormente explicaremos o porquê.
Lembro do tempo em que deixei de ser "pastor local", passando a dedicar-me exclusivamente ao "ministério itinerante", quando, como nunca antes, senti a culpa de não ir "à igreja" no domingo cedo, na Escola Dominical.
Ora, não se tratava de um desconforto para o qual eu não tivesse uma resposta consciente e bíblica, porém, a alma condicionada, não reconhece nem mesmo as verdades da Palavra.
Assim, eu pregava a semana toda, no mínimo duas vezes por dia, mas, aos domingos de manha, eu queria descansar, já que à noite eu pregaria mesmo, de qualquer maneira.
Aí, porém, morava o problema; posto que ficasse sempre aquele sentimento de culpa, como se minha ausência do lugar fosse emocionalmente semelhante a ter se distanciado de Deus.
Prova disso está no simples fato de as pessoas se referirem à freqüência às reuniões como "ir à igreja".
Há mesmo os que dizem que "não entram numa igreja" há muitos anos; embora eles mesmos não se sintam mais longe de Deus.
"Teologicamente", todos os que estão em Deus estão na Igreja, embora, muitas vezes, não estejam em "igreja" alguma.
Entretanto, a designação da experiência com a igreja como sendo algo que caiba no movimento de ir ou não ir, já demonstra o dado psicológico de que a igreja é, para muita gente, um lugar; e, portanto, quando se associa tal realidade a Deus, não ir à igreja é, no inicio, como não ir a Deus, ou como estar fora de Deus.
Há o mandamento bíblico [Hebreus 13] no sentido de que não se deixe de congregar, como é costume de alguns.
Ora, isto é dito em Hebreus no mesmo contexto em que se denuncia a presença ritualística aos cultos, escravizando-se a alma aos padrões antigos, infantis e pagãos.
Portanto, não se diz que não ir seja um problema, mas sim se diz que o deixar de viver a vontade de encontro com os irmãos, é algo que pode dês-aquecer a alma e tirar a alegria e a exultação horizontal da pratica da fé.
Quando eu sou igreja [e assim entenda!], mesmo quando não vou aos encontros, sou; e isto jamais muda em mim.
Porém, quando a minha alma se desconecta do compromisso histórico da fé [que é sempre horizontal, e, portanto, com os irmãos], a primeira coisa que acontece é que se faz da não ida algo mais sério do que de fato seja; e, em tal caso, torna-se algo sério, não por não se ir ao ajuntamento, mas sim em razão de que não se vai por se julgar existir uma briga entre nós e Deus.
E mais:
Muitas vezes não se acha uma comunhão espiritual que justifique a saída de casa.
Ora, em tal caso não se deve ir mesmo a lugar algum aonde se vá apenas para que se cumpra um rito mágico ou um dever devocional, pois, não tem sentido ou mesmo valor algum.
Durante uns dois anos, entre 1984 e 1986, senti muito culpa quando os filhos iam aos domingos de manhã à Escola Dominical e eu ficava em casa cuidando do jardim e descansando.
Parecia que eu estava negando a fé; e, por mais eu me dissesse que não era assim, no entanto, dado aos anos de pratica pastoral, indo aos cultos pregar e ensinar todos os domingos, o sentimento se manifestava mesmo contra os meus argumentos.
Ora, é neste ponto que se percebe o quanto se está religioso.
E mais:
Sempre que tal culpa bate no coração não havendo razão para tal, é prova de nossa religiosidade.
Não devemos deixar de nos congregar; ao mesmo tempo em que congregar-se jamais deve ser algo movido pela culpa ou pela irrazoabilidade das neuroses religiosas.
Tudo isso descrito acima é parte de um texto escrito pelo Caio Fábio , e tivemos a liberdade de não colocar o final do texto. Posteriormente explicaremos o porquê.
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