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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Hoje sou crente e não abro mão da minha fé


"Por fim, gostaria que os pastores fossem sinceros na hora de pedir dinheiro, e deixassem de lado a chantagem espiritual que fazem com todos. E não só chantagem, como terrorismo espiritual tambem. Eles pegam Malaquias 3:10 e alienam o povo: "Olha aqui, quem nao der o dizimo, o devorador vai ferrar com a vida hein..o único modo de repreender o demonio devorador é dizimiando, nao tem outro modo". Não é possível que um cara que passou anos no seminario creia numa mentira dessas."

"Defitivamente o ato de dizimar nao torna sua vida mais próspera. Se seguimos o raciocinio Xuxa e Michale Jackson sao dizimistas fieis, e nunca roubaram a Deus."

"Quem ama corrige. Amo meu povo. Amo minha igreja. E sempre que achar que algo nao esta bem com ela, eu falarei. Estou aberto a verdade, pra ser convencido a mudar de opiniao ou entao convencer vc a mudar a sua."

"Religiao e igreja nao salva. Meu Jesus me salva. Só ele."

"Hj Sou crente e nao abro mao da minha fé."

Trechos de comentários de Danilo Gentili (CQC) numa discussão feita no orkut em 2005 sobre o dízimo.

Fonte: Pavablog

Bem... o conceito hoje de quem é e quem não é no "mundo" "evangélico" está muito confuso. Mas como não faço parte... não julgo ! Ando vendo muito mais sinais de evangelho, o verdadeiro, nos que estão fora do protestantismo/catolicismo (já que os dois estão beeeeem parecidos !) do que nos que estão dentro. Mas enfim... cada qual com seu cada qual. Só concordo com o Gentili: não quero fazer parte dos que pregam Malaquias fora do contexto... e como pregam !


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O caminho mais fácil

Seria tão mais fácil calar que expor; dissimular que enfrentar; concordar que questionar. Eu sinceramente prefiro a calma à turbulência; a alienação à contestação; a paz à tensão. Desisto. Não me entendo, não me explico. Sinto um formigão e me lanço afoito ao debate das idéias. Talvez, imagine encontrar magnanimidade, grandeza humana.

Seria tão mais fácil não balançar o barco e navegar em águas tranqüilas (meu corretor não abre mão do trema). Concordo, não se deve corrigir o rei. Admito, não se questiona o que foi posto como absoluto. Reconheço, não se constrange a maioria.

Seria tão mais fácil deslizar para a aposentadoria como uma unanimidade. Melhor deitar na fama do mito. Sim, a arte de forjar uma personagem não exige muito. Representar bem não é complicado. Desempenhar de acordo com as expectativas da multidão vem com poucos ensaios. Os cacoetes grudam na pele e a gente acaba cumprindo qualquer roteiro.

Seria tão mais fácil seguir o caminho já trilhado. Não sei porquê, fui para a contramão. Sem programar, acabei remando rio acima. Fiz escolhas dolorosas. Aliei-me aos marginais. Pousei na periferia. Tropecei na fronteira do pensamento ortodoxo. Espiei por cima do muro do consenso. Acabei exilado.

Tudo era fácil. Agora tenho que explicar-me para quem me quer bem. Tenho que sofrer com as inquietações de quem me engolia seco. Tenho que lidar com as deserções de quem suspeitava de mim.

Seria tão mais fácil descer a ladeira. Mas eu precisaria rachar por dentro e conviver com um impostor parecido comigo. Não tenho escolha. Obriguei-me a conviver com as minhas dificuldades. Morrerei abraçado comigo mesmo.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Texto interessante e desabafo... não necessariamente nessa ordem !

Bem... desde o fim de ano (época que particularmente não curto, principalmente agora que estou longe dos amigos de longa data e da família), que a gente tem postado menos. O Breyer tá de férias, eu e Lili estamos profundamente entediados com a vida em uma cidade de 30.000 habitantes e sem opção nenhuma (nem restaurante) à noite... e sem carro. Vendemos o nosso antes de sair de Fortaleza, e até agora não conseguimos pegar outro nesses caros preços do Rio Grande do Sul.

Bah, isso dá um tédio imenso, e faz a gente não postar mais. Mas, contudo, entretanto, todavia, ora então pois vejamos, encontrei esse texto aqui, bem interessante, e não podia deixar e postar. Tá, é mais um sobre igreja... confesso que mesmo que eu me sinta cansado sobre o assunto, sempre tem alguém mais que passa por aqui e acha interessante. Sempre ter leitor novo, sempre tem alguém que vem de outro blog que nos linkou... então tá aí o dito-cujo (será sem hífen agora ? tudo junto ? separado ? vai saber !).

7 características de igrejas que cometem abuso espiritual

1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famнlias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

fonte: Emeurgência [via Pavablog], via Thiago Mendanha.

Obs: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Rebanho de Tolos - Alysson Amorim

A obediência que liberta finca suas raízes no interior do homem, é tecida com a voz pura do obediente; pura pois não deve haver nessa voz, para que o ato de obediência seja efetivamente libertador, nenhum fonema que não seja de estrita autoria daquele que obedece.

A resposta mecânica a estímulos exteriores não é obediência e sim tolice, pois tem sua raiz não no sujeito que responde – que é nesse caso nada mais que um espelho a refletir cenas exteriores – mas geralmente em estruturas de poder, que dependem invariavelmente desses espelhos indolentes para manter no palco o seu teatro surreal.

Suprimir a autonomia do maior número possível de homens é não apenas a forma mais eficaz para estender e manter um poder como também uma maneira de obstar a salvação, originada de uma resposta autêntica e livre do homem à proposta de Deus.

O problema com a Igreja é que ela tornou-se uma estrutura de poder e com isso fez-se não uma semeadora da mensagem salvífica, mas precisamente o contrário, um sério obstáculo à divulgação dessa boa nova, uma estrutura que reclama espelhos que reflitam seus caprichos.

A tolice, me ensina Bonhoeffer, “não é um defeito de nascença [...] as pessoas são feitas tolas, isto é, deixam-se tornar tolas [...] Talvez seja mais um problema sociológico que psicológico. Ela é uma forma particular de influência das circunstâncias históricas sobre a pessoa.” Mais adiante o teólogo alemão, que sofreu barbaramente com a tolice nacional-socialista, afirma: “Qualquer demonstração exterior mais forte de poder, seja ele político ou religioso, castiga boa parte das pessoas, tornando-as tolas.”

O rebanho está inundado de ovelhas tolas que são reproduzidas em toda sorte de divisão celular, em meioses e mitoses. Na conversa com um tolo, lamenta Bonhoeffer – descrevendo com felicidade ímpar a impressão que se tem ao tentar conversar com um crente convicto – “chega-se a se sentir que não é com ele mesmo que se está tratando, mas com chavões e com palavras de ordem que tomaram conta dele. Ele está fascinado, obcecado, foi maltratado e abusado em seu próprio ser.”

Por viver no tempo e espaço em que viveu, Bonhoeffer sabia que “somente um ato de libertação poderia vencer a tolice” e que “uma libertação interior autêntica, na maioria dos casos, somente será possível depois que tiver ocorrido a libertação exterior. Até que esta aconteça, temos de desistir de todas as tentativas de persuadir o tolo.”

O desconcertante é que se queremos espalhar a boa nova o primeiro passo é tirar de cena a Igreja.


Direto do Um Lugar para Quem Acredita que Acredita.

sábado, 6 de setembro de 2008

Descortinar de Idéias

O texto a seguir está diretamente relacionado ao Estou Cansado, conectado consequencialmente ao Estou no meu Limite, gerando como resposta o Convite à Doce Revolução. Não temos colocados textos desconectos e com o simples objetivo de sermos "do contra". Está tudo conectado, demonstrado e explicado. Se por um lado vai de encontro à igreja evangélica, por outro vai ao encontro do evangelho. E é com este último, junto com a Igreja-corpo, (absolutamente diferenciada da igreja-instituição) que declaramos nosso total compromisso e amor.


Religião e Alucinação

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do, “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram seus maridos agonizarem sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca ver a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, os motoristas, os cozinheiros, as enfermeiras, os pedreiros, as professoras, vão ter dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentassem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos utópicos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando... Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria.

Texto do Ricardo Gondim.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A Igreja Local

Deus tem nos confortado em relação a certas idéias que temos tido. Parte disso tem se mostrado reflexo de uma ânsia não apenas de nossas almas, mas quase como um pedido coletivo de um comunidade culturalmente cristã mas espiritualmente pagã que temos visto. Essas idéias levam a pensamentos libertos eclesiasticamente e religiosamente, numa tentativa de alcançar o cristianismo em sua forma mais simples.

Hoje agradecemos pelo conforto de sabermos que não somos os únicos a ansiar por algo diferente.

Particulamente, não gosto dos "pacotes prontos" oriundos da américa lá de cima, mas esse confesso que me interessou. Tá, os caras gostam de definir inclusive o indefinível e "esquematizar" tudo, mas dá um desconto... caso alguém adquira o livro ou o leia, comente um pouco dele pra nós !

Segue abaixo descrição e prefácio do livro (vale a pena ler):

Você que estava orando por um salto de qualidade espiritual no contexto da Igreja no Brasil prepare-se! O momento chegou e a hora é agora! O Senhor está tocando líderes cristãos e mexendo com a igreja em todo o mundo e promovendo uma verdadeira REVOLUÇÃO. Essa é a percepção e palavra de alerta captada por um dos mais renomados líderes cristãos da atualidade nos Estados Unidos: Dr. George Barna, autor dos livros: “O Poder da Visão”, “Marketing na Igreja”, “Igrejas Amigáveis e Acolhedoras”, “Rã na Chaleira”, todos publicados pela Abba Press e altamente recomendados por pastores renomados de várias denominações.
Depois de vários anos de pesquisas e estudos entre a maioria das igrejas norte-americanas a fim de estudar os motivos do constante êxodo de membros das igrejas tradicionais, Barna descobriu o embrião de um grande movimento que caminha célere sem que ninguém o possa parar. Esse movimento “de dentro para fora da igreja” está dando origem a uma nova forma de igreja: “o ser Igreja”. Milhares de cristãos sinceros e dedicados, que por quase toda a vida empenharam seus esforços na construção de um modelo tradicional de igreja, agora estão debandando para outros modelos menos convencionais e mais autênticos de ser cristão e cultuar ao Senhor. As casas estão voltando a ser o reduto da Igreja, e milhares de grupos pequenos estão pipocando em todas as partes dos EUA deixando enormes templos e catedrais quase vazios. Muitas igrejas já estão recebendo propostas para se tornarem estacionamentos ou shopping centers. Mas, quais as causas desse êxodo cristão de volta às casas? O que Deus está fazendo com seu povo nesses últimos dias? E o que pode ocorrer com as igrejas no Brasil? Será que padecemos dos mesmos sintomas gerais que acometem a igreja americana? Quais seriam as semelhanças e as grandes diferenças? Essas e outras questões você estará refletindo ao ler o mais polêmico trabalho de pesquisa e análise de George Barna; livro que vem sendo proclamado como profecia para a igreja de hoje, e criticado como heresia por muitos pastores que vivem das tradições de suas igrejas e denominações. Contudo, a história é inexorável! Ninguém conseguirá deter essa REVOLUÇÃO, pois ela é promovida pelo Espírito Santo, rumo a última batalha. Nos próximos anos, os grandes conflitos nacionais, não se darão pela posse do petróleo ou de outras matrizes de energia, nem pelo poder econômico, que sempre mobilizou o coração humano, nem tão pouco pelo prestígio político mundial, o grande appeal será a defesa fanática dos grandes movimentos religiosos: a luta dos xiitas das religiões entre si em prol do domínio religioso do mundo, e a última fronteira é a Palestina.
Aproveite bastante a leitura do seu REVOLUÇÃO e tire suas próprias conclusões, não se deixe levar pelos boatos ou pela crescente polêmica envolvendo o obra e a pessoa de George Barna (leia abaixo o prefácio escrito pelo próprio George Barna sobre seu polêmico livro)
Boa Leitura!
Oswaldo Paião
Editor

Prefácio
Logo depois de formar-me na Faculdade de Boston, aceitei o posto de analista político na legislatura de Massachusetts. A experiência e os contatos obtidos mediante essa posição se transformaram na administração de campanhas para vários candidatos a cargos federais e estaduais.
Um dos aspectos mais cativantes dessas posições foi a arte de calcular o futuro e de como preparar as pessoas para o que viria. Depois de novos estudos e mais alguns anos nas trincheiras da atividade política e de marketing, minha esposa e eu abrimos o Grupo Barna de Pesquisas. Esta plataforma me permitiu trabalhar com—e aprender lições importantes com—uma lista de clientes desde fontes de influência da mídia, tais como a Disney e a ABC, até organizações tão diversas quanto a Visa e os militares, incluindo também numerosos ministérios cristãos. A pesquisa tornou-se um trampolim para analisar o futuro e as mais estratégicas reações às possibilidades emergentes.
Depois de completar uma boa pesquisa da sociedade de vários ângulos, escrevi um livro em 1990 com o título The Frog in the Kettle [Rã Na Chaleira / Abba Press]. A premissa era que poderíamos prever o que aconteceria nos Estados Unidos durante a década seguinte com razoável exatidão, capacitando os indivíduos e organizações (inclusive ministérios cristãos) a prever mudanças, ajudar a moldá-las e capitalizar com respeito à natureza em transição da nossa cultura. É gratificante recapitular o conteúdo do livro e compreender que mais de noventa por cento dos resultados previstos se concretizaram. Entretanto, as conseqüências mais gratificantes foram as declarações de muitos líderes, indicando que tal antecipação ajudara os seus ministérios a prosperarem em meio ao caos e às dificuldades.
O livro que você está lendo oferece uma descrição ainda mais significativa do produto da mudança cultural e da transformação espiritual. Ao contrário do Rã na Chaleira, este não é um livro sobre diversas tendências. Possui uma única tendência que já está redefinindo a fé e a igreja em nosso país. Trata-se de uma energia e uma atividade espirituais que estamos chamando de Revolução—uma reengenharia sem precedentes da dimensão da fé americana, a qual será provavelmente a transição mais importante que você jamais experimentará no panorama religioso. Ao ler os capítulos que se seguem, você vai compreender a razão pela qual faço tão ousada afirmativa.
Permita-me explicar a razão de ter escrito este livro. Há três resultados que espero atingir. Primeiro, quero informar as pessoas sobre as mudanças radicais que estão modificando a igreja na América. Usando a nossa pesquisa nacional como fundamento, juntamente com narrativas oferecidas por muitos revolucionários sobre a sua jornada espiritual, este livro pretende apresentar um quadro da condição atual da Revolução e para onde ela está se dirigindo.
Segundo, além de apresentar simplesmente a Revolução e seus participantes, desejo ajudar os revolucionários a compreenderem melhor a si mesmos. Muitos deles sentem-se como se fossem estranhos e a maioria luta com sentimentos conflitantes sobre a sua posição de líderes espirituais que não possuem uma pátria espiritual. Eu me sentiria muito feliz se este pequeno volume ajudasse a firmar a consciência pessoal deles, legitimar sua busca louvável de serem como Cristo, além de prover linguagem esclarecedora e recursos práticos para assisti-los em sua jornada.
Finalmente, quero encorajar os que estão lutando com sua posição no reino de Deus para considerarem este despertamento espiritual como uma alternativa viável ao que buscaram e experimentaram até agora. Algumas vezes as pessoas sabem o que elas querem e devem fazer, mas sentem-se constrangidas pelas circunstâncias ou expectativas. Espero que este livro dê a essas pessoas a permissão que precisam para alcançar o seu próximo nível de maturidade espiritual.
Quer você queira ou não, terá de posicionar-se com respeito à Revolução. Ela está prestes a tornar-se o novo e mais importante padrão do corpo de cristãos americanos em mais de um século. A sua resposta não deve basear-se no fato de sentir-se ou não confortável em relação a ela, mas sim na sua conformidade com os princípios bíblicos e sua capacidade de fazer avançar o Reino de Deus. Se você for um seguidor de Jesus Cristo, deve então entender esta Revolução de fé porque ela já está causando impacto na sua vida e vai continuar a fazer isto nos anos vindouros. Minha oração é que este livro forneça o discernimento que você necessita para abranger esta dinâmica espiritual e descobrir como está, ou deveria estar, a sua própria viagem de fé, ligada à Revolução.
Se você descobrir que é, ou quer tornar-se, um revolucionário, bem-vindo ao grupo.
Do lado prático, quero advertir que em todo o livro uso as palavras igreja (i minúsculo) e Igreja (I maiúsculo) de maneiras muito diferentes. A distinção é crítica. O i minúsculo se refere à experiência de fé baseada na congregação, que envolve uma estrutura formal, uma hierarquia de liderança e um grupo específico de crentes. O termo Igreja, por outro lado, refere-se a todos os crentes em Jesus Cristo, abrangendo a população de indivíduos a caminho do céu e unidos pela sua fé em Cristo, sem levar em conta as ligações ou envolvimentos da igreja local. Alguns chamam isto de Igreja universal, em oposição à igreja local. Como vê, a Revolução está destinada a fazer avançar a Igreja e redefinir a igreja.
Você pode sentir-se aliviado e entusiasmado com o conteúdo deste livro—ou pode reagir com ira intensa, ou mesmo reprovação. Seja o que quer que sinta, peço que leia o livro inteiro antes de julgá-lo. O livro não é longo nem teologicamente denso; é fácil de ler. Pretende, entretanto, ser um argumento coerente e imparcial.
Obrigado por dar-me a oportunidade de compartilhar parte das realidades desafiadoras e transformadoras de vida que mudaram milhões de americanos. Sinto-me honrado e humilde por admitir que sou agora contado com a multidão.
Bênçãos abundantes para você,
George Barna
Ventura, Califórnia

No Tomei a Pílula Vermelha, vemos um pouco mais do livro. O texto acima foi tirado do site da editora.


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Amizades

"Um dia a maioria de nós irá se separar.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino,ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe......
Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens....
Aí os dias vão passar, meses...anos...
até este contato tornar-se cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo....
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão?
Quem são aquelas pessoas?
Diremos...que eram nossos amigos. E...... isso vai doer tanto!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
nos reuniremos para um ultimo adeus de um amigo.
E entre lágrima nos abraçaremos.
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado.
E nos perderemos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo :
não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades
sejam a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Do mestre Fernando Pessoa, relembrado em Eclesiastes 12. Dedico esse aos amigos e "colegas de cruz" de Fortaleza... que me ensinaram a viver Cristo com uma honestidade e transparência que nunca imaginei ser possível. Amo muito todos vocês !

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Irrelevância Cristã

Observo a cristandade (dentro dela diversos segmentos), e sempre me pergunto onde está a graça?!

Observo as questões levantadas e não sinto a mínima vontade de comentar, interagir sobre seus assuntos, dilemas e esperanças. São questões que me parecem tão irrelevantes e tão banais.
Vejo as pessoas querendo buscar um olhar diferente de Deus ou somente chamar a atenção de um ser que dentro da fé que eles mesmos confessam é onisciente. Diante disso me calo e ignoro, ou pelo menos tento.

Vomitar toda a teologia já é irrelevante, mesmo que está teologia vá de encontro ao mais profundo teólogo póstumo ou a era pentecostal e suas estranhezas.

Pensar num cristianismo pragmático onde tudo deve ser pesado, pensado e posto em prática se tornou um discurso tão irrelevante por causa da banalidade de querer ser o melhor cristão do mundo que se equipara às questões rotineiras como decidir a roupa (ou no caso máscara e fantasia) que irá vestir.

Realmente é pura banalidade e irrelevância querer ser visto por Deus dentro do cristianismo. Digo isso pelos dogmas e divergências que existem mais de dentro para fora do que de fora para dentro.

Afinal se existe um Deus pessoal e onisciente por que no meio do aglomerado de pessoas pedintes, em meio a gritos e histerias de uma demonstração bisonha de um falso poder tentamos chamar sua atenção?!

Apesar de que creio serem irrelevantes as questões que trazem a pauta a unidade dos segmentos cristões e suas idéias, regras, liturgias e dificuldades. Afinal o cristianismo nunca será uníssono, pois ele foi feito, e é praticado por pessoas que são tão diferente entre si que nunca chegarão à utopia desejada e tão sonhada por alguns.

"Creio serem irrelevantes as questões da cristandade por que somos crianças brincando de ter um “deus boneco de pano” que está pronto para tratar as nossas carências da maneira mais útil a nós mesmos. O problema é que existem tantas outras crianças com seus “deuses bonecos poderosos” desejosos para si e somente para si o que você que se acha único quer. "


E nisso há o conflito que será ganho pela criança que tem o boneco mais armado pela sua “fé”.

São irrelevantes as nossas questões por que somos os peseudo-intelectuais-teologos de uma fé enlatada, rotulada posta numa prateleira duma loja gospel esperando o próximo movimento cristão que possivelmente será chamado de revelação profética, avivamento ou novo movimento cristão. Sendo que na verdade só existe a inércia daqueles irrelevantes cristãos que brincam de ter “deus” e são empurrados pelos que vem de trás e querem ser os primeiros.

Quando eu quero as respostas mais relevantes dentro do contexto cristão, simplesmente desligo meu computador, fecho minha bíblia, tapo meus olhos e ouvidos, cesso de falar e vou viver lá fora onde as pessoas que também vivem estão.

Então não me procure dentro de um segmento religioso que não irá me achar sentado buscando a atenção de um ser divino.

Vou lá fora viver no mundo que Deus criou e está.

Direto do Lion of Zion.

Deficiências

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre. "

Texto do autor gaúcho Mário Quintana.

domingo, 15 de junho de 2008

o que muita gente deveria fazer

"Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio."
- Provérbio indiano.

Direto do Esquina da Fé.

sábado, 10 de maio de 2008

A Verdade está à frente do nosso nariz

"Nós já esquecemos completamente o axioma de que a verdade é a coisa mais poética no mundo, especialmente no seu estado puro. Mais do que isso: é ainda mais fantástica que aquilo que a mente humana é capaz de fabricar ou conceber... de facto, os homens conseguiram finalmente ser bem sucedidos em converter tudo o que a mente humana é capaz de mentir e acreditar em algo mais compreensível que a verdade, e é isso que prevalece por todo o mundo. Durante séculos a verdade irá continuar à frente do nariz das pessoas mas estas não a tomarão: irão persegui-la através da fabricação, precisamente porque procuram algo fantástico e utópico."

In: Fiodor Dostoievski. Diário de um Escritor.

Religiosos são os piores

"De todos os homens maus, os homens maus religiosos são os piores."

C.S. Lewis