quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Os homens que mais pedem dinheiro são os mais miseráveis
Nenhum devorador atacou a minha casa.
Nenhum demônio ou gafanhoto saqueou a minha despensa.
Não sou nenhum ladrão, sou apenas alguém que entendeu
que o dízimo era para os judeus e não para os cristãos.
Os pregadores me chamam de ladrão, eu os chamo de mentirosos.
Eu não sou judeu e eles não são levitas.
Se o dízimo está sendo um peso para sua vida, alivie-se desta carga.
Não dizime com cheque pré-datado, dinheiro emprestado,
cartão de crédito nem depósito bancário.
Não dizime sobre aquilo que você não tem.
Não suje seu nome, muito menos o nome de Deus.
Não se renda a chantagens emocionais ou espirituais.
Não tenha receio de recusar envelopes com pedidos de oferta.
Se o envelope já estiver no seu banco, rasgue-o ou coloque
a quantia que você quiser, e não ponha o seu nome.
Não creia em promessas espirituais, físicas ou financeiras
precedidas de pedidos de ofertas em dinheiro.
Jesus nunca fez isso, nem os apóstolos.
Os homens que mais pedem dinheiro são os mais miseráveis
e também os mais avarentos.
Os apóstolos Paulo e Pedro também não eram dizimistas.
Biil Gattes , o homem mais rico do mundo não é dizimista,
no entanto, tem distribuído em vida parte de sua fortuna.
A verdadeira obra de Deus não vai acabar pela falta do dízimo,
mas pode ter certeza que os pilantras e picaretas da fé vão desaparecer.
É o que eu espero.
texto de A.Porto que está circulando pelo mundão digital
dica do José Freire Silva Filho [via Pavablog].
Eu vi no Tomei a Pílula Vermelha.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Texto interessante e desabafo... não necessariamente nessa ordem !
Bah, isso dá um tédio imenso, e faz a gente não postar mais. Mas, contudo, entretanto, todavia, ora então pois vejamos, encontrei esse texto aqui, bem interessante, e não podia deixar e postar. Tá, é mais um sobre igreja... confesso que mesmo que eu me sinta cansado sobre o assunto, sempre tem alguém mais que passa por aqui e acha interessante. Sempre ter leitor novo, sempre tem alguém que vem de outro blog que nos linkou... então tá aí o dito-cujo (será sem hífen agora ? tudo junto ? separado ? vai saber !).
7 características de igrejas que cometem abuso espiritual
1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.
2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.
3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.
4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.
5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.
6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.
7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famнlias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.
fonte: Emeurgência [via Pavablog], via Thiago Mendanha.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Rebanho de Tolos - Alysson Amorim
A obediência que liberta finca suas raízes no interior do homem, é tecida com a voz pura do obediente; pura pois não deve haver nessa voz, para que o ato de obediência seja efetivamente libertador, nenhum fonema que não seja de estrita autoria daquele que obedece.
A resposta mecânica a estímulos exteriores não é obediência e sim tolice, pois tem sua raiz não no sujeito que responde – que é nesse caso nada mais que um espelho a refletir cenas exteriores – mas geralmente em estruturas de poder, que dependem invariavelmente desses espelhos indolentes para manter no palco o seu teatro surreal.
Suprimir a autonomia do maior número possível de homens é não apenas a forma mais eficaz para estender e manter um poder como também uma maneira de obstar a salvação, originada de uma resposta autêntica e livre do homem à proposta de Deus.
O problema com a Igreja é que ela tornou-se uma estrutura de poder e com isso fez-se não uma semeadora da mensagem salvífica, mas precisamente o contrário, um sério obstáculo à divulgação dessa boa nova, uma estrutura que reclama espelhos que reflitam seus caprichos.
A tolice, me ensina Bonhoeffer, “não é um defeito de nascença [...] as pessoas são feitas tolas, isto é, deixam-se tornar tolas [...] Talvez seja mais um problema sociológico que psicológico. Ela é uma forma particular de influência das circunstâncias históricas sobre a pessoa.” Mais adiante o teólogo alemão, que sofreu barbaramente com a tolice nacional-socialista, afirma: “Qualquer demonstração exterior mais forte de poder, seja ele político ou religioso, castiga boa parte das pessoas, tornando-as tolas.”
O rebanho está inundado de ovelhas tolas que são reproduzidas em toda sorte de divisão celular, em meioses e mitoses. Na conversa com um tolo, lamenta Bonhoeffer – descrevendo com felicidade ímpar a impressão que se tem ao tentar conversar com um crente convicto – “chega-se a se sentir que não é com ele mesmo que se está tratando, mas com chavões e com palavras de ordem que tomaram conta dele. Ele está fascinado, obcecado, foi maltratado e abusado em seu próprio ser.”
Por viver no tempo e espaço em que viveu, Bonhoeffer sabia que “somente um ato de libertação poderia vencer a tolice” e que “uma libertação interior autêntica, na maioria dos casos, somente será possível depois que tiver ocorrido a libertação exterior. Até que esta aconteça, temos de desistir de todas as tentativas de persuadir o tolo.”
O desconcertante é que se queremos espalhar a boa nova o primeiro passo é tirar de cena a Igreja.
Direto do Um Lugar para Quem Acredita que Acredita.
sábado, 27 de setembro de 2008
O que fomos, quem somos e para onde vamos
Fui muito duro ? Mas pense bem antes de falar que é heresia ! Nos tempos atuais questionar qualquer líder ou pastor (aliás, de onde vem a hierarquia nas igrejas, se no NT foi estabelecido o sacerdócio universal por Jesus ?) toma proporções de uma afronta ao próprio Deus. Não temos o Pontifex Maximus (oficialmente não... na prática estamos cheios de papas!), mas temos vários se comportando como ele. Não somos mais da Igreja de Roma, mas os costumes herdados do antigo Império Romano e dos templos pagãos continuam presentes até hoje; sim, mesmo apesar da Reforma, que foi essencial para o combate dos excessos de Roma, muito ainda permaneceu. [2]
Não sabemos de onde viemos. Não conhecemos as origens de nossas práticas, então não podemos discernir sobre quais delas são apenas boas (muitas são) e quais são necessárias para o nosso "funcionamento ideal" enquanto filhos de Deus. [3]
Isso também é difícil de aceitar, mas realmente procuramos moldar nossa realidade à Bíblia. Colocamos nossos pontos de vista embebecidos por versículos totalmente fora de contexto a fim de parecermos espiritualmente autênticos. E resumidamente, esse parágrafo sintetiza a história do cristianismo: uma religião cheia de influências externas à ela mesma, que muito absorveu e se diluiu num caldo que praticamente não preserva mais nada de seu sabor original, mas que usa textos fora de contexto (ou pretextos !) para se justificar. [4]
Loucura ? Talvez. Mas confesso que há vários malucos assim mundo afora. Não que isso sirva de para justificar nada, mas deve pelo menos emular alguma reflexão, independente de qualquer conclusão que surja depois disso. Além do mais, o discernimento dos tempos e dos espíritos é algo absolutamente possível para os filhos do Pai. [5]
A essa altura talvez alguns já estejam pensando que isso é "fruto de mentes desligadas e insubmissas da Igreja do Senhor Jesus !". Será mesmo, ou sua metralhadora de juízos já está carregada e pronta para disparar, como já tem sido feito há algum tempo ? Afinal, juízo nasce do pré-conceito de se concluir algo sobre alguma situação que ainda mal se conhece. Mas afinal, não é isso que fazemos todos os dias ? [6]
Pense ! Pondere ! Questione ! E por favor, leia as escrituras ! Não fique esperando receber conhecimento bíblico e sabedoria apenas no domingo ! Viva isso, com a intensidade que seu coração permitir ! Afinal, o Reino de Deus não vem de maneira perceptível, e nem se pode dizer "ei-lo ali" ou "ali está" ! O Reino se manifesta em nós, de maneira viva e intensa, mas tudo isso passa por uma decisão, que deve ser tomada todos os dias.
Observações:
Eu estava com ânimo para detalhar algumas outras idéias, mas creio que hoje basta; escrever muito para um blog torna a leitura cansativa. Entretanto, aos que se interessarem, coloquei algumas observações e detalhamentos sobre os parágrafos acima que podem complementar a leitura.
[2]: A Reforma trouxe benefícios para a igreja mas foi muito mais filosófico do que prático. Muito da liturgia romana foi mantida por Lutero, e pode ser abservado nas liturgias Luteranas até hoje; entretanto, se Lutero, Calvino e outros reformadores pudessem ver o que acontecesse hoje nas igrejas protestantes, provavelmente diriam que nada tem a ver com isso.
[3]: Se não temos uma história suficiente para trás, ou a não conhecemos, vamos tentar definir ela da maneira que bem entendermos daqui pra frente. E o "nosso jeitinho" é o que vai definir o que seremos daqui pra frente.
[4] O pensamento grego influenciou e muito essa maneira de pensar e construir as idéias do clero atual, juntamente com os Escolásticos Protestantes do fim do século VXI, que criaram a comprovação de textos segundo regras da lógica Aristotélica. Obviamente que a divisão da Bíblia em capítulos e versículos facilitou o processo, pois assim vários mini-textos poderiam ser retirados de seu contexto e usados "em defesa da fé".
[5] fatos que me lembram bastante o filme Matrix. Vivemos e somos levados a crer que tudo isso é o correto, e nunca nos questionamos. À medida que as perguntas e dúvidas surgem, preferimos ignorá-las ou pensar nelas como algo que "não vem de Deus", porque negar tudo aquilo que vivemos e aprendemos é por demais absurdo. Mas afinal, o evangelho não foi sempre loucura ?
[6] Amamos demais a Igreja do Senhor Jesus. Mas entendemos que individualmente somos templo do Espírito, e não "deixamos de nos congregar, como costume de alguns" conforme Hebreus 10, porque a congregação é a união daqueles que crêem no evangelho, e isso é muito mais profundo do que presença dominical; é uma união de corações, de mentes e de almas que resolvem se entregar à Deus de maneira incondicional, exercendo o pastoreio e a mutualidade, exercendo todos os valores "uns aos outros" demosntrados no NT. Segundo o disposto em Hebreus 10, talvez muitos dos que vão às igrejas todos os domingos já tenham deixado de se congregar de verdade.
domingo, 14 de setembro de 2008
Descortinar de Idéias II
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
A Igreja Local
Hoje agradecemos pelo conforto de sabermos que não somos os únicos a ansiar por algo diferente.
Particulamente, não gosto dos "pacotes prontos" oriundos da américa lá de cima, mas esse confesso que me interessou. Tá, os caras gostam de definir inclusive o indefinível e "esquematizar" tudo, mas dá um desconto... caso alguém adquira o livro ou o leia, comente um pouco dele pra nós !
Segue abaixo descrição e prefácio do livro (vale a pena ler):
Depois de vários anos de pesquisas e estudos entre a maioria das igrejas norte-americanas a fim de estudar os motivos do constante êxodo de membros das igrejas tradicionais, Barna descobriu o embrião de um grande movimento que caminha célere sem que ninguém o possa parar. Esse movimento “de dentro para fora da igreja” está dando origem a uma nova forma de igreja: “o ser Igreja”. Milhares de cristãos sinceros e dedicados, que por quase toda a vida empenharam seus esforços na construção de um modelo tradicional de igreja, agora estão debandando para outros modelos menos convencionais e mais autênticos de ser cristão e cultuar ao Senhor. As casas estão voltando a ser o reduto da Igreja, e milhares de grupos pequenos estão pipocando em todas as partes dos EUA deixando enormes templos e catedrais quase vazios. Muitas igrejas já estão recebendo propostas para se tornarem estacionamentos ou shopping centers. Mas, quais as causas desse êxodo cristão de volta às casas? O que Deus está fazendo com seu povo nesses últimos dias? E o que pode ocorrer com as igrejas no Brasil? Será que padecemos dos mesmos sintomas gerais que acometem a igreja americana? Quais seriam as semelhanças e as grandes diferenças? Essas e outras questões você estará refletindo ao ler o mais polêmico trabalho de pesquisa e análise de George Barna; livro que vem sendo proclamado como profecia para a igreja de hoje, e criticado como heresia por muitos pastores que vivem das tradições de suas igrejas e denominações. Contudo, a história é inexorável! Ninguém conseguirá deter essa REVOLUÇÃO, pois ela é promovida pelo Espírito Santo, rumo a última batalha. Nos próximos anos, os grandes conflitos nacionais, não se darão pela posse do petróleo ou de outras matrizes de energia, nem pelo poder econômico, que sempre mobilizou o coração humano, nem tão pouco pelo prestígio político mundial, o grande appeal será a defesa fanática dos grandes movimentos religiosos: a luta dos xiitas das religiões entre si em prol do domínio religioso do mundo, e a última fronteira é a Palestina.
Aproveite bastante a leitura do seu REVOLUÇÃO e tire suas próprias conclusões, não se deixe levar pelos boatos ou pela crescente polêmica envolvendo o obra e a pessoa de George Barna (leia abaixo o prefácio escrito pelo próprio George Barna sobre seu polêmico livro)
Boa Leitura!
Oswaldo Paião
Editor
Prefácio
Logo depois de formar-me na Faculdade de Boston, aceitei o posto de analista político na legislatura de Massachusetts. A experiência e os contatos obtidos mediante essa posição se transformaram na administração de campanhas para vários candidatos a cargos federais e estaduais.
Um dos aspectos mais cativantes dessas posições foi a arte de calcular o futuro e de como preparar as pessoas para o que viria. Depois de novos estudos e mais alguns anos nas trincheiras da atividade política e de marketing, minha esposa e eu abrimos o Grupo Barna de Pesquisas. Esta plataforma me permitiu trabalhar com—e aprender lições importantes com—uma lista de clientes desde fontes de influência da mídia, tais como a Disney e a ABC, até organizações tão diversas quanto a Visa e os militares, incluindo também numerosos ministérios cristãos. A pesquisa tornou-se um trampolim para analisar o futuro e as mais estratégicas reações às possibilidades emergentes.
Depois de completar uma boa pesquisa da sociedade de vários ângulos, escrevi um livro em 1990 com o título The Frog in the Kettle [Rã Na Chaleira / Abba Press]. A premissa era que poderíamos prever o que aconteceria nos Estados Unidos durante a década seguinte com razoável exatidão, capacitando os indivíduos e organizações (inclusive ministérios cristãos) a prever mudanças, ajudar a moldá-las e capitalizar com respeito à natureza em transição da nossa cultura. É gratificante recapitular o conteúdo do livro e compreender que mais de noventa por cento dos resultados previstos se concretizaram. Entretanto, as conseqüências mais gratificantes foram as declarações de muitos líderes, indicando que tal antecipação ajudara os seus ministérios a prosperarem em meio ao caos e às dificuldades.
O livro que você está lendo oferece uma descrição ainda mais significativa do produto da mudança cultural e da transformação espiritual. Ao contrário do Rã na Chaleira, este não é um livro sobre diversas tendências. Possui uma única tendência que já está redefinindo a fé e a igreja em nosso país. Trata-se de uma energia e uma atividade espirituais que estamos chamando de Revolução—uma reengenharia sem precedentes da dimensão da fé americana, a qual será provavelmente a transição mais importante que você jamais experimentará no panorama religioso. Ao ler os capítulos que se seguem, você vai compreender a razão pela qual faço tão ousada afirmativa.
Permita-me explicar a razão de ter escrito este livro. Há três resultados que espero atingir. Primeiro, quero informar as pessoas sobre as mudanças radicais que estão modificando a igreja na América. Usando a nossa pesquisa nacional como fundamento, juntamente com narrativas oferecidas por muitos revolucionários sobre a sua jornada espiritual, este livro pretende apresentar um quadro da condição atual da Revolução e para onde ela está se dirigindo.
Segundo, além de apresentar simplesmente a Revolução e seus participantes, desejo ajudar os revolucionários a compreenderem melhor a si mesmos. Muitos deles sentem-se como se fossem estranhos e a maioria luta com sentimentos conflitantes sobre a sua posição de líderes espirituais que não possuem uma pátria espiritual. Eu me sentiria muito feliz se este pequeno volume ajudasse a firmar a consciência pessoal deles, legitimar sua busca louvável de serem como Cristo, além de prover linguagem esclarecedora e recursos práticos para assisti-los em sua jornada.
Finalmente, quero encorajar os que estão lutando com sua posição no reino de Deus para considerarem este despertamento espiritual como uma alternativa viável ao que buscaram e experimentaram até agora. Algumas vezes as pessoas sabem o que elas querem e devem fazer, mas sentem-se constrangidas pelas circunstâncias ou expectativas. Espero que este livro dê a essas pessoas a permissão que precisam para alcançar o seu próximo nível de maturidade espiritual.
Quer você queira ou não, terá de posicionar-se com respeito à Revolução. Ela está prestes a tornar-se o novo e mais importante padrão do corpo de cristãos americanos em mais de um século. A sua resposta não deve basear-se no fato de sentir-se ou não confortável em relação a ela, mas sim na sua conformidade com os princípios bíblicos e sua capacidade de fazer avançar o Reino de Deus. Se você for um seguidor de Jesus Cristo, deve então entender esta Revolução de fé porque ela já está causando impacto na sua vida e vai continuar a fazer isto nos anos vindouros. Minha oração é que este livro forneça o discernimento que você necessita para abranger esta dinâmica espiritual e descobrir como está, ou deveria estar, a sua própria viagem de fé, ligada à Revolução.
Se você descobrir que é, ou quer tornar-se, um revolucionário, bem-vindo ao grupo.
Do lado prático, quero advertir que em todo o livro uso as palavras igreja (i minúsculo) e Igreja (I maiúsculo) de maneiras muito diferentes. A distinção é crítica. O i minúsculo se refere à experiência de fé baseada na congregação, que envolve uma estrutura formal, uma hierarquia de liderança e um grupo específico de crentes. O termo Igreja, por outro lado, refere-se a todos os crentes em Jesus Cristo, abrangendo a população de indivíduos a caminho do céu e unidos pela sua fé em Cristo, sem levar em conta as ligações ou envolvimentos da igreja local. Alguns chamam isto de Igreja universal, em oposição à igreja local. Como vê, a Revolução está destinada a fazer avançar a Igreja e redefinir a igreja.
Você pode sentir-se aliviado e entusiasmado com o conteúdo deste livro—ou pode reagir com ira intensa, ou mesmo reprovação. Seja o que quer que sinta, peço que leia o livro inteiro antes de julgá-lo. O livro não é longo nem teologicamente denso; é fácil de ler. Pretende, entretanto, ser um argumento coerente e imparcial.
Obrigado por dar-me a oportunidade de compartilhar parte das realidades desafiadoras e transformadoras de vida que mudaram milhões de americanos. Sinto-me honrado e humilde por admitir que sou agora contado com a multidão.
Bênçãos abundantes para você,
George Barna
Ventura, Califórnia
No Tomei a Pílula Vermelha, vemos um pouco mais do livro. O texto acima foi tirado do site da editora.
sábado, 16 de agosto de 2008
Zona da Reforma
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Cristianismo Saudável
Uma das imagens mais conhecidas da Igreja é que ela é um hospital. O grande problema é que nós, brasileiros, temos como referência o SUS. E a igreja evangélica brasileira seria a versão “gospel” do Sistema Único de Sáude.
O que temos visto é um corpo doente, e ainda ouso diagnosticar, estamos com hanseníase. Sim, a famosa Lepra dos tempos bíblicos. Porque hanseníase? Simples, perdemos a sensibilidade da dor, não a nossa, mas a do próximo. Perdemos o contato, uns com os outros. Não sentimos mais a diferença entre calor e frio, seja ele humano ou espiritual.
O mais importante hoje em dia é a unção, o mover. Seja ele profético ou apostólico. E cresce a massa descerebrada, sem noção da verdade e de vida espiritual medíocre, baseada única e exclusivamente no seu próprio umbigo.
Um tempo atrás, escrevi um post com uma frase que dizia: “E os evangélicos estão se tornando cada vez mais, seres extraterrestres afetados com uma fé idiota e absurdamente pós-moderna, mesmo sem saberem o que significa isso.” - (Pós-modernidade e ermitões). E fui questionado sobre o que eu queria dizer. Confesso que naquele momento apenas expressei minha ira com a situação evangélica nacional, era apenas um grito de manifesto, um protesto. E fui(re)pensar o que eu escrevi.
Nos tornamos extraterrestres a partir do momento que fugimos, decidimos ficar de fora, da história da humanidade, por achar que assim, seremos santos. Engraçado perceber, que Jesus, sendo santo, interferiu diretamente na história da humanidade, sem temer perder sua santidade. E no cotiadiano, é que vemos a ação do Messias. Em conversas de papo furado em beiras de poço, com pessoas de má fama, com pessoas cabeças duras e religiosas. Pessoas que achavam que podiam apenas dizer, “Senhor eu morro contigo se for o caso”. Tudo da boca pra fora. Porque na hora de ver quem era macho de segurar o rojão, ele foi o primeiro a pular fora. Temos que estar inseridos na política sim, mas também na cultura, nas artes, na publicidade, no carnaval, nos bares da esquina e nas conversas de futebol. Sem querer “gospelizar”, criar sub culturas ou guetos evangélicos. Mas estar inseridos no contexto do dia-a-dia.
Um Cristianismo de café com leite, pão e manteiga.
A fé idiota e pós-moderna, fica por conta do nosso egoísmo, de achar que Deus trabalha pra nós. Somos especiais, somos filhos do Rei. Pregações e manifestações declarando nossa vitória. Mas esquecem de declarar que para se chegar a vitória ou a terra prometida, há um deserto. É uma fé infantil. Ingênua, e até tola. O mais importante nessa história toda, não é o objetivo, mas a jornada. É onde iremos crescer, amadurecer e desenvolver um cristianismo saudável.
Estamos leprosos. Estamos doentes. Mas há cura.
Quando deixamos que o toque daquele que nunca temeu ficar doente, por amor a nós, nos atinja, seremos curados. Quando nossas mentes começarem a entender que não é por mim, mas pelo próximo que devo viver e servir. Quando nossas ações falarem mais alto que qualquer música ou pregação. Quando nos juntarmos com o povo, e de lá, tirarmos os doentes. Sem medo de ficar doentes. Sem medo de tocar nas pessoas, sentido sua dor, suas angústias. Chorando suas tristezas. Aí sim, seremos verdadeiramente um hospital. Seremos enfermeiros. Lembrando sempre, que também estamos doentes, e precisamos diariamente da dose de nosso remédio, uma transfusão de sangue, o mesmo que foi derramado na cruz.
Eu estou doente. Preciso de ti, Senhor. Sempre!
Direto do Nitrogênio, para o qual eu respondo apenas com uma palavra: amém.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Sou Cristão Apesar da Igreja
Frase da vez: "a (possível) maior força da igreja é ser uma instituição falha que acolhe pessoas falhas."
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Evangélicos (homofóbicos) invadem o Congresso pt II !!
Agora, os evangélicos estão anunciando o apocalipse caso o Senado faça o que a Câmara já fez: aprovar lei punindo a homofobia com prisão. A lei em vigor pune a discriminação por raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. A nova acrescenta a punição por discriminação contra homossexuais. Cerca de 1 000 evangélicos tentaram invadir o Senado em protesto. Dizem que a criminalização da homofobia levará à prisão em massa de pastores e padres, e viveremos todos sob o domínio gay. A história ensina que, cedo ou tarde, a lei, ou outra qualquer com objetivo similar, será aprovada, e a vida seguirá seu curso regular sem nada de extraordinário.
Os evangélicos e aliados dizem que proibir a discriminação contra gays fere a liberdade de expressão e religião. Dizem que padres e pastores, na prática de sua crença, não poderão mais criticar a homossexualidade como pecado infecto e, se o fizerem, vão parar no xadrez. É uma interpretação tão grosseira da lei que é difícil crer que seja de boa-fé.
Tal como está, a lei não proíbe a crítica. Proíbe a discriminação. Não pune a opinião. Pune a manifestação do preconceito. Uma coisa é ser contra o casamento gay, por razões de qualquer natureza. Outra coisa é humilhar os gays, apontá-los como filhos do demônio, doentes ou tarados. É tão reacionário quanto uma Ku Klux Klan alegar que a proibição da segregação racial fere sua liberdade de expressão. Querem a liberdade de usar a tecnologia Holerite de cartões perfurados pela IBM?
Alegam que a liberdade religiosa fica limitada porque combater o pecado vira crime. É um duplo equívoco. O primeiro é achar que uma doutrina de crença em forças sobrenaturais autoriza o fiel a discriminar o herege. O segundo é atribuir à lei valor moral. O direito penal não é instrumento para infundir virtudes. É um meio para garantir o convívio minimamente pacífico em sociedade. Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.
O que essa proposta pretende dar aos gays, e sabe-se lá se terá alguma eficácia, é aquilo a que todo ser humano tem direito: respeito à sua integridade física e moral. Os evangélicos, pelo menos os que foram a Brasília, dão prova de desconhecer que seres humanos não diferem de coisas só porque são um fim em si mesmos. Os seres humanos diferem das coisas porque, além de tudo, têm dignidade. As coisas têm preço.
Já comentei essa bobalhada toda, então vou me abster para não ser redundante. Entretanto, visitando o Pavablog essa semana, encontrei mais essa pérola de vídeo. Assista e contemple o domínio total e absoluto de exegese, hermenêutica e cultura geral durante a pregação...
Assistiu tudo ? Então me diz.... quantas vezes você vomitou antes do vídeo terminar ?
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Evangélicos invadem o Congresso !!!
Evangélicos invadem Congresso contra projeto que criminaliza homofobia
Encabeçado pela Sara Nossa Terra e Assembléia de Deus (visto que Terra Nova e Malafaia são a nova dupla dinâmica, profética e escatológica dos evangélicos), tive o (des)prazer de ver motivações (que não me convencem) declaradas, como a do deputado Rodovalho (DEM-DF), da Igreja Sara Nossa Terra:
"Achamos que o problema da discriminação não atinge só os homossexuais, mas também os negros, as mulheres, até mesmo nós evangélicos. O projeto de lei dá poderes ditatoriais a uma minoria. Se um funcionário for dispensado de uma empresa, por exemplo, pode alegar homofobia e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo, inafiançável. Queremos trazer um projeto para proteger todas as minorias."
Vi também outra mais sincera, do pastor Jabes de Alencar, da Assembléia de Deus. Esse me mostrou o verdadeiro motivo da coisa:
"Senhor, sabemos que há uma maquinação para que esse país seja transformado numa Sodoma e Gomorra [cidades bíblicas que teriam sido destruídas pelos excessos cometidos por seus moradores]. Um projeto desses vai abrir as portas do inferno."
Já Silas Malafaia, malafaiou o seguinte:
"Esse projeto de livre expressão sexual abre as portas para a pedofilia. É uma afronta à Constituição e à família."
Ri depois da declaração do deputado Miguel Martini (PHS-MG):
"Nós amamos os homossexuais, porque são nossos irmãos, mas não amamos o "homossexualismo'. É um grande combate que estamos enfrentando entre luz e trevas. Não aceitamos discriminação de ninguém, mas não aceitamos sermos discriminados em nossas convicções religiosas."
Eu fico pasmo. Simplesmente surpreendido. Os (pseudo) líderes "evangélicos" me surpreendem a cada dia mais... sim, porque se o que se está discutindo é a homofobia, e não o homossexualismo. Então, sendo o mais idiota possível, ainda fica claro que os "evangélicos" querem ter o direito assegurado de distinguir "joio do trigo", ou melhor: da lingüiça !
Perceba bem: os métodos são os mesmos de sempre. Ameaças em tons colossais (Sodoma e Gomorra, pedofilia, abertura das portas do inferno, blablablabla...), batalha espiritual, amor ao pecador e ódio ao pecado... enfim, tudo aquilo que já me cansou o suficiente. Caso a lei seja aprovada, eu torceria para que esa manifestação também fosse considerada homofobia.
Muito mais revestida de graça, e com mais de discernimento, a relatora do projeto no Senado, a senadora Fátima Cleide (PT-RO), comentou: "Infelizmente alguns religiosos utilizam discurso político para tentar ludibriar as pessoas crentes e tementes a Deus. Há que se observar aí mais uma postura de intolerância, pois em qualquer religião há diversidade dos seres humanos".
Amém, senadora !
terça-feira, 24 de junho de 2008
Sou Cristão Apesar da Igreja
sábado, 7 de junho de 2008
Sem comentários
As vezes me pergunto se pessoas com idéias tão polêmicas (e maravilhasas) como Billy Graham, caso não tivessem sua reputação e histórico, seriam aceitas hoje nas igrejas.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Zona da Reforma
sábado, 26 de abril de 2008
Nada contra a igreja, tudo contra o igrejismo!
Nada contra o caminhar dominical – isso quando não exclui os outros dias da semana nem as outras horas do dia.
Nada contra os jejuns – quando estes não são apenas costumeiros e egoístas, produzidos apenas pela troca; quando não estão longe do próximo e das ataduras do preso; quando não têm caráter meritório diante de Deus nem diante dos homens.
Nada contra o jejum – quando este não é mola de egocentrismos nem estandarte para os espiritualizados, antes secreto como ensinado por Jesus.
Nada contra dízimos e ofertas – enquanto bíblico, tal como nos é ensinado na antiga e na nova aliança: para mantimento e sustento - não do templo, não de cruzadas, não dos eventos, não de viagens, nem mesmo para os carpetes e cadeiras, mas do próximo! Quanto ao templo? Quem é ele se não o próximo!!!
Nada contra o louvor e a adoração – quando este é para o lado e não para cima. O evangelho de Cristo te leva para os lados. Para Cristo, recebê-lo é vestir, dar de comer e visitar o doente. Adora-lo não te remete para cima, mas para os lados.
Nada contra os pastores – quando estes são o que são e não se tornam pelo título nem para o título, simplesmente são. Com seus erros e pecados, carentes da glória de Deus, sem serem juizes do que também cometem, nem tentarem ser o que cabe a graça ser e fazer, mas, simplesmente, são.
Nada contra os eventos – quando estes produzem vida e saciam a fome do corpo, enquanto Deus sacia a fome da alma, a liberdade e a santidade que dEle mesmo se pode produzir.
Nada contra expulsar o demônio – quando este for visto como um ser vencido e não mais for posto no trono que pertence a Cristo.
Nada contra os que expulsam o demônio – quando estes reconhecem que o ser infernal que tanto amarram e expulsam é sua imagem e semelhança.
Nada contra a igreja, tudo contra o igrejismo!
Texto de Luciano Carvalho, retirado do blog http://outrocristianismo.blogspot.com/



