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quinta-feira, 16 de abril de 2009

É VOCÊ UM PAGÃO QUE ADORA O “JESUS/IGREJA”?

Na mente dos cristãos uma das maiores dificuldades é entender por que Jesus é de um modo e a igreja de outro completamente diferente Dele.

Quando tal “diferença” aparece na pratica diante do crente, em geral ele pensa que Jesus era como os evangelhos nos contam, mas que agora Ele se tornou como a “igreja”.

Ou seja: Jesus teria se deconvertido de Sua Graça e Amor e se tornado “cristão”.

Sim! Cristo virou apenas um grande Cristo, um Cristo Grandão; literalmente um “Cristão”.

Ora, o hibrido “Jesus/Igreja” é o “Deus misto” da maioria dos cristãos. E é bem grandão, pois, crêem de fato Jesus virou um Cristão.

Assim, se não há sublimidade em tal “Sagrado Hibrido”, também não há muita inspiração que demande que a existência transcenda o que os homens chamam de “minha vida”.

Desse modo, tal “Jesus/Igreja” é amado pelos crentes com a fidelidade de quem ama a Jesus mesmo, porém, devotando tal amor a um ente que é, muitas vezes, a total negação do que Jesus diz que vale o nosso amor.

Os “sacerdotes” da “religião de Jesus”, o Cristianismo, precisam que os crentes amem a “igreja” com o amor com o qual só deveriam amar a Jesus, e a nada mais.

E por que eles precisam que seja assim?

Ora, é que na “igreja” os “sacerdotes/pastores” se tornam os “Jesuses” dos crentes, posto que na falta de Jesus na “igreja”, é do “sacerdote” que vem a oferta de amor pessoal; ou seja: amar e reverenciar o “sacerdote” é como amar e servir a Jesus.

Tal possibilidade, todavia, não é fácil para todos; pois, poucos têm intimidade com o “Jesus” da “igreja”: o sacerdote. Desse modo, para os “demais” sobra o “átrio dos gentios”, que é a atividade na “igreja”.

O “Jesus” da “igreja”, o “sacerdote/pastor”, diz que seus objetivos de expansão e crescimento são projetos de Jesus para a Igreja. E, assim, o “Jesus/sacerdote” da “igreja” ganha o poder da cruz e da ressurreição a fim de motivar os crentes a trabalharem pelo Baú da Felicidade que o “Jesus/sacerdote” definiu como projeto de parceria com Deus.

É tudo tão perverso e tão obvio que somente apelando para o diabo se pode entender tal cegueira na mente dos crentes!

Se você é um dos “sacerdotes/pastores” que vive do engano ensinado e praticado por você, abra mão disso hoje. Ainda é tempo de deixar de ser bruxo desse paganismo perverso feito em nome de Jesus, como algo que o representa, mas que é o pior engano do diabo no mundo e o maior inimigo do Evangelho na Terra.

Se você é dos enganados seguidores, olhe para Jesus, segundo o Evangelho, ame-o de todo o coração, sirva-o, ame os que confessam o Seu nome e também até mesmo os que odeiam o Seu nome. No entanto, deixe de tentar amar e seguir a Jesus nesse caminho humano e hibrido, no qual se tem coisas do Jesus do Evangelho apenas como isca; sendo que o restante é mandamento e megalomania do “Jesus/sacerdote”, o qual é segundo a imagem e semelhança do “Jesus/Igreja”, que é uma besta de muitas denominações e cabeças, e com ofertas para todos os gostos de pagãos.

É fácil saber se digo a verdade. Basta ler os evangelhos e ver se falo do Jesus ali descrito ou se falo do Jesus criado para ser seguido enquanto se odeia e se vive a morte como salvação, segundo o desevangelho do “Jesus/Igreja”.

Eis meu desafio a você:

Leia o Evangelho de Jesus e depois me julgue como bem entender!

Você tem essa coragem?

Quem me dera você a tivesse!

Nele,

Caio

2 de janeiro de 2009

Logo Norte

Brasília

DF

Obs: quem vive onde vivemos, quem passou pelas coisas que nós passamos, sabe o quanto é verdadeiro esse texto. Se você acha um exagero, das duas uma: ou você está imerso nessa realidade sufocante até a alma, e não se percebe mais nesse contexto, ou você vive em uma comunidade-igreja tão leve que te aliena para esses tipo de males externos; mas creia, eles existem... mesmo no segundo caso, ele se manifesta. Se não em totalidade, parcialmente nos corações de alguns. Minha oração é para que, em nome do Evangelho, possamos conscientizar e denunciar, com o anúncio da própria boa-nova que é Jesus, esse tipo de comportamento.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A retórica do discurso evangélico

Os líderes evangélicos dizem que igreja não salva ninguém.
Mas não acreditam realmente que alguém que não freqüenta igreja alguma possa ser salvo.

Os líderes evangélicos dizem que Deus ama quem dá $ com alegria.
Mas não acreditam que um irmão pode estar precisando exatamente do contrário: receber

Os líderes evangélicos dizem que não existe representante de Deus na Terra.
Exceto quando se trata do dízimo, pois, ao não entregá-lo para a instituição religiosa, o crente está roubando a Deus.

Os líderes evangélicos dizem que o exame das escrituras é livre.
Mas não aceitam a exposição de opiniões e interpretações diferentes na Escola Dominical.

Os líderes evangélicos dizem que o sacerdócio é universal.
Mas não acreditam que ovelhas possam viver sem se submeter às autoridades eclesiásticas.

Os líderes evangélicos dizem que Deus odeia o pecado e ama o pecador.
Mas não acreditam que Deus possa amar aos “gentios” tanto quanto aos crentes.

Os líderes evangélicos dizem que não existe “pecadinho” e nem “pecadão”.
Mas disciplinam irmãos por causa de alguns pecados considerados mais graves e ignoram outros pecados tidos como menos graves.

Os líderes evangélicos dizem que é preciso amar ao próximo como a ti mesmo.
Mas pensam que o “próximo” se refere somente aos seus irmãos de fé e não aos que confessam outra (ou nenhuma) fé.

Os líderes evangélicos pregam que é preciso dar a outra face ao inimigo.
Mas não fazem desta maneira com grupos pró-aborto, macumbeiros, homossexuais e ateus.

Os líderes evangélicos dizem que Deus é soberano e sua vontade é o melhor.
Mas não tem temor ao aconselhar ao rebanho a exigir que Deus “olhe para eles” para poder tomar posse das benção$.

Os líderes evangélicos pregam que Jesus foi pobre, andou com pecadores, venceu o diabo no deserto e sofreu morte de cruz.
Mas te fazem acreditar que você está pobre (ou no leito da morte) porque não tem fé. Provavelmente está endemoniado e anda com pecadores.

Viver e liderar um evangelho assim é fácil, não?

Saulo Dias Luz, no blog Sal com pimentas... e eu vi no PAVA !

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ainda estamos vivos !

Gente boa que passa por aqui: ainda estamos vivos !

Tenho alimentado este blog com textos que acho interessantes e/ou encorajadores já faz um tempo... mas é só olhar o post anterior que vocês perceberão que já faz um mês que nada novo aparece por aqui.

Na verdade esse ano tem sido muito cansativo. Tenho trabalhado por 2 ou 3 pessoas em meu emprego, e no último mês assumi parte das funções de mais uma que se ausentou, fora a mudança de casa que fizemos... realmente preciso de férias. Até o fim de semana prometo tentar atualizar o blog com muita coisa boa que tenho visto e/ou ouvido durante esse período. Até lá, temos vários links ótimos ao lado, bem como textos já postados que valem a pena serem lidos, caso você ainda não os tenha lido.

Obrigado pelas visitas !

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O caminho mais fácil

Seria tão mais fácil calar que expor; dissimular que enfrentar; concordar que questionar. Eu sinceramente prefiro a calma à turbulência; a alienação à contestação; a paz à tensão. Desisto. Não me entendo, não me explico. Sinto um formigão e me lanço afoito ao debate das idéias. Talvez, imagine encontrar magnanimidade, grandeza humana.

Seria tão mais fácil não balançar o barco e navegar em águas tranqüilas (meu corretor não abre mão do trema). Concordo, não se deve corrigir o rei. Admito, não se questiona o que foi posto como absoluto. Reconheço, não se constrange a maioria.

Seria tão mais fácil deslizar para a aposentadoria como uma unanimidade. Melhor deitar na fama do mito. Sim, a arte de forjar uma personagem não exige muito. Representar bem não é complicado. Desempenhar de acordo com as expectativas da multidão vem com poucos ensaios. Os cacoetes grudam na pele e a gente acaba cumprindo qualquer roteiro.

Seria tão mais fácil seguir o caminho já trilhado. Não sei porquê, fui para a contramão. Sem programar, acabei remando rio acima. Fiz escolhas dolorosas. Aliei-me aos marginais. Pousei na periferia. Tropecei na fronteira do pensamento ortodoxo. Espiei por cima do muro do consenso. Acabei exilado.

Tudo era fácil. Agora tenho que explicar-me para quem me quer bem. Tenho que sofrer com as inquietações de quem me engolia seco. Tenho que lidar com as deserções de quem suspeitava de mim.

Seria tão mais fácil descer a ladeira. Mas eu precisaria rachar por dentro e conviver com um impostor parecido comigo. Não tenho escolha. Obriguei-me a conviver com as minhas dificuldades. Morrerei abraçado comigo mesmo.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim


Viciados em Mediocridade

Direto do Zona da Reforma.

Qaundo digo: eu sou um cristão

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Não estou gritando, “Eu sou salvo!”
Eu estou sussurrando, “eu me perdi! É por isso que optei por este caminho”

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não falo com orgulho humano
Eu estou confessando que tropeço e necessito que Deus seja o meu guia

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não estou tentando ser forte
Estou professando que estou fraco e oro por força para continuar

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Não estou me gabando de sucesso
Eu admito eu sou falho e não posso pagar a dívida

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não acho que eu sei tudo
Apresento à minha confusão pedindo humildemente para ser ensinado

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” Eu não pretendo ser perfeito
Minhas falhas são demasiadamente visíveis, mas Deus acredita que eu possa valer a pena

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”, eu ainda sinto o cheiro da dor
Eu tenho a minha quota de melancolia, é por isso que vou buscar o seu nome

Quando eu digo, “Eu sou um cristão,” não estou querendo julgar
Eu não tenho autoridade - Eu só sei que sou amado.

Texto de Carol Wimmer, que vi no Thiago Mendanha.

Faço das suas palavras minhas...

Estou passando por um tempo de repulsa e mal-estar só de ver tanta porcaria na blogosfera.
Ainda bem que não estou engolindo, senão já teria morrido de intoxicação espiritual.
Algumas são permeadas de coerência. Outras enfeitadas de bondade e justiça divinas, mas as intenções e motivações purulentas dos autores são visíveis.
O poder de uma verdade depende também da motivação daquele que a proclama.
Vivo um misto de sentimentos. Não sei se choro ou se vomito.
Estou esperando me acostumar com o cheiro para voltar a escrever algo edificante e coerente.
Meu medo é de me acostumar tanto que me torne cínico. Não sou melhor do que eles.
Enquanto isso, como um animal ferido, fico na minha toca em silêncio, lambendo as próprias feridas.
Preciso manter, pelo menos, a sanidade mental.
Sei que preciso orar e aguardar...até que a noite da alma encontre os raios da manhã.

Pr Julio Soder

Enquanto me torno cada vez mais um "escravo legal" da instituição financeira que trabalho, fico sem tempo para ler coisas novas e postar com mais frequência... mas faço das palavras do Júlio as minhas. Se você ainda não visitou o blog dele, recomendo.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ê mês arretado !

Peço perdão aos que visitam esse blog pelas poucas atualizações, mas mês de janeiro está sendo muito puxado. Não sei se todos sabem, mas sou bancário (na verdade um contabilista que está bancário) e quem trabalha em banco sabe bem o que isso significa. Depois de férias de vários colegas, comigo substituindo alguns deles e sem ninguém pra me substituir no que eu já fazia antes, chego na reta final do mês exausto.

Entretanto, esse mês não foi apenas isso. Aconteceram várias coisas boas também, as quais não posso deixar de expressar minha gratidão.

Aos amigos e os visitantes que sempre passam por aqui, agora é oficial: estamos com uma iniciaiva do Caminho aqui em Igrejinha.

A "oficialidade" na verdade é apenas a comunicação de nossa união com uma turma que tem vivido evangelho como nós, Brasil afora. Só isso. Não houve "processo de seleção", não houve "ordenação" e nenhum tipo de burocracia. Apenas boas conversas, confissões de fé, e um desejo de não começar algo separado, de ter com quem compartilhar nossa caminhada; sem institucionalidades, sem métodos, sem burocracias eclesiásticas, sem dependências financeiras para existir, sem nenhuma grande exigência a não ser fé e gratidão pelo Deus que nos ama.

Reproduzo abaixo o texto de novas iniciativas do Caminho, postado no Blog do Caminho. Para quem ainda não sabe do que se trata, sinta-se a vontade para passar lá e ler.

Novas iniciativas do Caminho no Brasil

Certos de que o Caminho é como o Vento... e que Ele sopra onde quer; é que muito nos alegramos por comunicar o início de três novas iniciativas do Caminho que começam espontaneamente a se reunir sob o Espírito do Evangelho da Graça, com alegria e simplicidade.


CAPELINHA / MG
Aléquison Gomes
Contato: (33) 9117-5578 - Aléquison / (33) 9104-4249 - Tadeu Filip
Reunião 1: [semanal] sempre domingo às 19h30
Reunião 2: [semanal] sempre quarta-feira às 19h30
Local: Rua Carlos Prates, 823 - Bairro Vila Operária com Acácias
E-mail: alequison@yahoo.com.br


IGREJINHA / RS
Eduardo Bandeira
Contato: (51) 3545-4637 / 8145-8431 - Eduardo
Reunião: [semanal] sempre domingo às 19h30
Local: Anita Garibaldi, próximo ao mercado Bom Pastor
E-mail: caminhoigrejinha@gmail.com ou kdubandeira@hotmail.com (MSN)


BRAGANÇA PAULISTA / SP
Juliano Marcel
Contato: (11) 4603-9804 / 8716-1905 - Juliano ou Cláudia
Reunião: [semanal] sempre domingo às 19h00
Local: Restaurante Porto Sul - Av. Antonio Pires Pimentel, 1025 - Centro
E-mail: caminhoembraganca@ymail.com; juliano.marcel@hotmail.com (MSN)
Blog: http://bloggracaevida.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Texto interessante e desabafo... não necessariamente nessa ordem !

Bem... desde o fim de ano (época que particularmente não curto, principalmente agora que estou longe dos amigos de longa data e da família), que a gente tem postado menos. O Breyer tá de férias, eu e Lili estamos profundamente entediados com a vida em uma cidade de 30.000 habitantes e sem opção nenhuma (nem restaurante) à noite... e sem carro. Vendemos o nosso antes de sair de Fortaleza, e até agora não conseguimos pegar outro nesses caros preços do Rio Grande do Sul.

Bah, isso dá um tédio imenso, e faz a gente não postar mais. Mas, contudo, entretanto, todavia, ora então pois vejamos, encontrei esse texto aqui, bem interessante, e não podia deixar e postar. Tá, é mais um sobre igreja... confesso que mesmo que eu me sinta cansado sobre o assunto, sempre tem alguém mais que passa por aqui e acha interessante. Sempre ter leitor novo, sempre tem alguém que vem de outro blog que nos linkou... então tá aí o dito-cujo (será sem hífen agora ? tudo junto ? separado ? vai saber !).

7 características de igrejas que cometem abuso espiritual

1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famнlias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

fonte: Emeurgência [via Pavablog], via Thiago Mendanha.

Obs: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Deixem os homossexuais em paz

Os evangélicos devem deixar os homossexuais em paz.
Eles não querem um cristianismo que trata homossexualidade como pecado e têm todo o direito de não querer. Deus fez a todos livres para fazerem suas escolhas.
Eles nem precisam reinterpretar a Bíblia e nem arrumar versões que apóiem seu pensamento.
O cristianismo não deve e nem pode ser imposto. Nem por força nem por violência e nem mesmo por persuasão. Tentar convencê-los, contra a sua vontade, seria sim intolerância religiosa. A palavra deve simplesmente ser anunciada; quem aceitar aceitou quem rejeitar rejeitou. Não devemos tentar convencer ninguém, isto é trabalho de Deus.
O livro de Romanos, no capítulo 1, diz, por três vezes, que Deus os entregou às suas próprias inclinações; quem são os evangélicos para fazerem o contrário.
Cada um dará conta de sua vida a Deus.

Pr Julio Soder (cansado desta novela)

Obs: Agradeço ao querido Júlio pela sobriedade demonstrada explicitamente em seu blog, coisa rara no meio pastoral hoje em dia. A mairia prefere não entrar "de sola" nos assuntos polêmicos pra não gerar polêmica, pra não diminuir as entradas dominicais, pra não ser massacrado pelo presbitério/diaconato... outros poucos transbordam em bom senso e convicção em Cristo do que falam. Amém por esses, amém pelo Júlio ! Deus te abençoe, meu irmão !

domingo, 16 de novembro de 2008

Desabafo

Diante das incoerências já há muito vistas, da falta de tato no tratar, da intolerância, da gana pelo crescimento numérico (adesões), de teologias absurdas, de culto às tendências norte-americanas, de "endeusamento" no que deveria ser forma e não causa e, finalmente, da incapacidade de se perceber e de assumir erros, bem como da nossa incongruência com a dita igreja (a institucional, que carrega as características descritas aqui), eu e minha esposa nos permitimos sair da mesma.

Não apenas "deixar de ir". Não foi isso. Sair, nesse contexto, significa "não concordamos com isto frente ao evangelho de JESUS e ao que o mesmo tem falado conosco", de maneira que evitamos envolvimento em certas rotinas ministeriais por não desejarmos mais tomar parte do que acreditamos que, numa primeira impressão, pode até ser bom; mas numa análise mais profunda, desperta sentimentos (soberba, inchamento de ego, fortalecimento do poder dominativo, etc...) que se manifestarão de maneira extremamente negativa num futuro próximo.

Não estamos aqui também renegando nosso passado, essencialmente batista. Quando resolvi me batizar na Igreja Batista, lembro que minha mãe não aprovou a idéia. Entendeu como uma rejeição ao batismo católico que ela e meu pai haviam me dado. Quero deixar bem claro, de hoje em diante, para tudo e para todos, para o inferno satânico e ao "inferno" terrestre movido por corações duros e com pouca (ou nenhuma) capacidade de amar, que somos fruto de um processo violento e arrebatador, no qual a igreja teve um papel fundamental. Fomos ricamente nutridos por duas igrejas em nossa terra natal, e somos conseqüencia de eventos cuja causa foi manifesta nelas, quase que em sua totalidade.

Isso me faz lembrar que sempre há esperança ! E a minha, no que diz respeito à minha vontade é imortal. Eu não mato minha esperança, os outros é que me declaram, com seus atos: "sua esperança é vã !". Sim, porquê uma das maiores verdades que experimentamos no mundo cristão (afinal sempre tivemos vergonha do nome "evangélico") é que o evangelho se demonstra nas pessoas pelo caráter, e quase nunca pelo que se fala.

Aliás, analisando o que fala, percebo que até perdemos tempo, pois seria muito mais proveitoso sairmos dos templos. Como seriam ricos os teatros se metade do povo evangélico estivesse seguindo carreira naquilo que é talento manifesto: interpretação.

A instituição chamada igreja se tornou algo maior do que deveria ser (no nosso sincero entendimento). Isso não tem a ver com tamanho, pois vimos de perto uma igreja de muitos membros não sofrer desse mal, mas sim com a manifestação praticamente exclusiva do Reino de Deus na Terra. A evangélica, principalmente; essa nunca foi tão católica romana quanto agora.

Se as "coisas de Deus" hoje são manifestas como ministérios de igreja, que fique declarado aqui que realmente não queremos mais nos comprometer com isso.

Entendo também que Deus me deu um grande e precioso ministério: minha esposa. Esse vem como prioridade sobre todos os outros. Não viver esse ministério em minha casa, ou ter descaso com ele, querendo que ele seja algo que adeque constantemente às minhas necessidades, principalmente as ministeriais da igreja institucional, é fruto de algo que não vem de Deus, pois família é projeto Dele.

Não vou explicitar se é demoníaco o descumprimento total ou parcial dessa atribuição ministerial. Qualquer um tem o poder de se tornar o próprio diabo na vida de outra pessoa, sem nenhum esforço (principalmente sendo família). Culpar um ser caído daquilo que é meu pecado não é honesto. E no final das contas, eu também mandei Jesus à cruz.

Não estou, em hipótese alguma, gritando aos ventos que encontrei a verdade absoluta. Minha verdade é Cristo, meu salvador. Se houver algum engano na caminhada, assumo-o de peito aberto. Mas o entendimento pelas escrituras e o peso da consciência (que tenta se revestir de verdade) até agora não me acusa em nada.

Estamos optando pela simplicidade. De maneira nenhuma estamos declarando como o melhor caminho para todos. É o melhor caminho para nós. Não queremos nos declarar comos os "verdadeiros filhos de Deus" e nem chamar os que pensam diferente de "filhos do diabo".

Queremos apenas viver o evangelho. Não queremos só pregar, queremos ele em nós. Queremos ter vida de evangelho, compartilhando vida com qualquer um, não só os da instituição eclesiástica, que tantas vezes se fecha em torno de si mesma querendo manifestar algo de Deus, quando Deus o faz apenas quando quer e como quer.

Obviamente, desejamos também que fique bem claro que nossa saída não é fruto de uma "satanização" de nossa parte, de uma adoção do capeta para conosco, de negação ou mesmo de uma des-graça que se abate sobre nossas vidas. Aliás, é exatamente o contrário.

Honestamente, não estamos preocupados com o que estão pensando de nós. Quem nos conhece bem, é porquê andou bem de pertinho conosco por anos. É porquê amou, brigou, orou, chorou e sofreu conosco, e esses confiam no nosso bom senso e respeito ao evangelho. Quem emite opinião e não fez o descrito antes, não conhece, e julga.

Nisso afirmo que não vamos fazer "ping-pong" de idéias com ninguém que não nos conhece bem. Quem quiser, que conheça. Quem não quiser, que julgue e viva com as conseqüências disso.

Afirmo também que não temos interesse algum em teologias. Não me interesso naquilo que tenta definir Deus, dando suas medidas e comprimentos, de maneira que nem o próprio Jesus tentou dar.

Particularmente, acredito que ela hoje serve muito mais para se defender a estrutura, a instituição, visto que dela saem renda e empregos para muita gente que, sem isso, não teria mais o que fazer da vida.

Odeio, com toda a força que é possível, o pensamento pobre e estúpido, mas bem peculiar aos evangélicos, de que as maiorias sempre estão certas e as minorias erradas. Entendo que se muita gente resolvesse sair da igreja e começassem reuniões caseiras, talvez fôssemos vistos como corretos. Esse é o padrão de moral roto de nossa sociedade, que foge ao bom senso e ao criticismo, analisando apenas as tendências.

Entendemos que Jesus não era consultor de moda, e que nunca quis analisar ou fazer parte de tendência nenhuma.

Obviamente que nosso maior inconformismo, caso você tenha entendido o que escrevi até aqui, é com a religião. A igreja em si é mais uma vítima desse sequestro espiritual, algumas vezes propositalmente, outras ingenuamente.

Não acreditamos que a religião possa aproximar alguém de Deus, pois entendemos que ela se desvia do que é natural e cria mecanismos tão complexos que se torna pesada e, muitas vezes, até insuportável. Sempre me pergunto: "onde está isso na Bíblia ?" ou "Se a Bíblia não fala de tudo isso por quê fazemos assim ?".

De qualquer maneira, fugimos do cativeiro. E não damos a mínima para os sequestradores. Pelo menos não enquanto eles forem o que são.

Nosso interesse sempre foi e sempre será com as vítimas, sejam elas potenciais ou de fato.